Esgana cão, rabigato e rabo de ovelha. Você já viu esses nomes? Podem até soar estranhos, mas referem-se a algumas das centenas de uvas portuguesas. Descubra um pouco mais sobre elas!
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Casta Rufete
Também conhecida em Penamacor por Tinta Pinheira, esta casta surgiu no interior norte de Portugal e é cultivada principalmente no Douro e no Dão, nas sub-regiões de Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Cova da Beira.
Com bom carácter produtivo, é bastante sensível às chuvas precoces no tempo de vindima. Estas uvas amadurecem cedo, dando lugar a um mosto com teor alcoólico e acidez medianos.
Trata-se, assim, de uma videira cujas uvas dão origem a um vinho leve, de pouca consistência, coloração e potencial de envelhecimento, sendo mais comum a sua utilização em lote com outras castas, principalmente na região do Dão. A sua cor é geralmente rubi aberta e o aroma ligeiro, floral e herbáceo. Ocasionalmente, as uvas desta casta são também utilizadas em vinho do Porto.
A Rufete tem uma maturação mediana, simultânea à do Castelão, tratando-se de uma casta pouco sensível ao desavinho e à bagoinha. Os cachos, não muito grandes e de formato cilíndrico-cónico medianamente compacto, apresentam bagos arredondados negro-azul com polpa mole.
Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Casta Ramisco
Os vinhos de Colares, e especialmente o Ramisco, são de exploração ancestral. Uma das principais curiosidades foi o facto terem sobrevivido à praga da filoxera que devastou as vinhas europeias no século XIX.
A proximidade das vinhas ao mar e às grandes cidades ditou a quase extinção desta casta devido ao alargamento da construção, da falta de mão-de-obra e fraca rentabilidade de cultivo. Actualmente, as vinhas da Ramisco correspondem a menos de 30 hectares, que dão lugar a vinhos de grande carácter e com grande capacidade de envelhecimento devido à elevada acidez natural que a casta possui.
As uvas têm uma maturação tardia, originando vinhos de baixo teor alcoólico e grande taninosidade. Enquanto jovens, os vinhos são elegantes, frescos e persistentes. O estágio prolongado confere-lhes suavidade e aroma. De cor rubi, com reflexos acastanhados, apresenta aromas a cogumelos, terra molhada, resina e madeira de cedro. Os carismáticos vinhos produzidos a partir da Ramisco fazem parte de diversa literatura portuguesa, em obras de Eça de Queiroz, Batalha Reis, ou Ferreira Lapa, entre outros.
A Ramisco apresenta cachos cilindro-cónicos nem muito grandes, nem muito compactos, com bagos pequenos, de coloração negro-azul, sendo muito comum a protecção destas videiras por currais ou paredes de cana. Devido à sua plantação em pé-franco, é uma videira susceptível aos ataques de pequenos animais mas bastante resistente ao desavinho e à bagoinha.
Experimentalmente enxertada em porta-enxerto americano, em campos de ensaio, entre outros locais, no Alentejo. Casta tradicionalmente elementar. Tem uma capacidade latente de lote com castas de baixa acidez natural, por exemplo, Aragonez.
Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Casta: Moscatel Galego Roxo
Esta é uma variante rara e de cor tinta da casta Moscatel Galego branco que existe em pequena quantidade na Península de Setúbal. Em quase tudo é semelhante à Moscatel, à excepção dos cachos pequenos e compactos, bagos redondos e de tom rosado, sendo a falta de pigmento a razão pela qual não se utiliza normalmente na produção de vinhos tintos com distinção.
O Moscatel Galego Roxo pertence à classe de castas primárias, pelo que o seu contributo é determinante no aroma e paladar do vinho. A uva tem uma doçura característica, razão pela qual é frequentemente atacada por pássaros e os seus vinhos são geralmente bastante doces. O produto final é bastante aromático, com notas florais e frutadas, a lembrar rosas e figos, a par da persistência de sabor. Os vinhos de Moscatel Galego Roxo têm igualmente diferenças ao nível do envelhecimento, assumindo um estilo elegante, floral e fresco.
Tal como a Moscatel Galego branco, esta casta foi difundida por toda a Europa pelos fenícios, gregos e romanos, com especial incidência em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha e Grécia.
Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/
quinta-feira, 10 de abril de 2014
A uva tempranillo na Espanha
A tempranillo é uma das uvas com maior variedade de nomes no mundo. Só na Espanha encontramos os seguintes: cencibel em La Mancha, tinta del país, tinto fino, tinta de toro, tinto de Madrid e ull de llebre, na Catalunha. Em Portugal, ela é conhecida como tinta roriz, na região do Douro ou Aragonês, no Alentejo. Já na Califórnia, é denominada valdepeñas.
Os nomes podem ser muitos, mas todos se referem a uma só uva: a tempranillo. Variedade originária do norte da Espanha, seu nome oficial vem da palavra espanhola temprano (cedo). Um significado bastante adequado a uma característica marcante: a tempranillo amadurece antes de outras castas, uma faceta que a torna versátil e apta para ser cultivada em climas diferenciados.
Na Espanha, que é hoje o terceiro maior produtor de vinhos no mundo atrás apenas da Itália e da França, é a casta de destaque dentre as aproximadamente 20 outras cultivadas por lá.
Mas, devido à sua facilidade de amadurecimento e as diferenças de terroir de uma região para outra, na própria Espanha podemos ter estilos diferentes de vinhos produzidos com essa mesma uva. Para exemplificar, destaquei quatro regiões onde a tempranillo se apresenta de forma diferente. Confira!
A tempranillo em Priorat
É considerada o berço dos vinhos tintos intensos, considerados por muitos escritores e colecionadores como sendo os vinhos elite da Espanha. Uma região quente e seca, com baixo índice de chuva, tendo dias quentes e noites bem frias por conta do clima em torno da Serra de Monsant, fazendo com que as vinhas tenham pouco rendimento e um amadurecimento lento das uvas. Esses fatores somados a um solo de grande mineralidade garantem ao vinho ali produzido, potência, intensidade de aromas e grande frescor.
Fonte: http://www.sommelierwine.com.br/ (Por Sommelier Wine Renato Pujol)
terça-feira, 8 de abril de 2014
Tokaji Aszú – “O vinho dos reis e rei dos vinhos”
Longa é a estrada em que homens e vinhos caminham lado a lado, o bastante para ter dado origem a histórias fascinantes e tornar lendário os nomes de alguns vinhos. É o caso do Tokaji Aszú húngaro, que se estabeleceu em meados do século 17 como provavelmente o primeiro grande vinho doce do mundo, ao surpreender o clero e a nobreza europeia com seu sabor envolvente e único.
Seu estilo inigualável encantou o Papa Pio IV, que o recebeu de presente de um arcebispo húngaro durante o Concílio de Trento (1562), fato que pode ter sido impulso inicial para a ascensão deste vinho. Altamente apreciado pelos czares – especialmente da dinastia Romanov – pela corte polonesa e a casa real Austro-Húngara, era também presença certa nos banquetes das demais cortes europeias.
Fã deste vinho, o rei Luís XIV, da França, o declarou “vinho dos reis e rei dos vinhos”, frase emblemática que o acompanha desde então. Sua fama ultrapassou os limites da nobreza, e assim foi também fonte de inspiração para escritores como Voltaire, Rabelais e Goethe.
Como é produzido o vinho Tokaji Aszú
Mas esse pedigree todo tem sua razão de ser. O Tokaji é de fato um vinho diferenciado, e muito se explica pelo seu processo de produção. As uvas que o compõem – furmint, hárslevelü e muscat lunel – são colhidas tardias grão a grão, após atacadas pelo fungo Botrytis cinerea, que provoca a desidratação dos grãos e concentra açúcar e acidez.
Elas são transportadas para a vinícola em uma espécie de cesto de madeira, com capacidade de 25kg, chamado “puttonyo”, e lá chegando são adicionadas à proporção de três a seis puttonyos para cada 136 litros (capacidade da barrica local, o gönc) de um vinho base em fermentação, produzido com estas mesmas variedades de uvas.
Essa massa de uvas altamente concentrada em açucares armazenada no puttonyo é que dá o grau de doçura do vinho, quanto maior o número, mais doce e mais nobre o vinho. A rica doçura destes vinhos é equilibrada pela sua grande acidez, compondo um dos vinhos de mais longa maturação e longevidade do mundo.
Fonte: http://www.sommelierwine.com.br/ (Por Sommelier Wine Lucas Cordeiro)
quinta-feira, 6 de março de 2014
A Casta Moreto
Desconhece-se a sua origem exata, mas sabe-se que existe no Douro e em Lamego desde finais do século XVIII. No entanto, a região de maior expansão é o Alentejo, principalmente nas zonas de Reguengos, Redondo e Granja-Amareleja. Curiosamente, no final do século XIX, esta videira terá erradamente sido considerada«gémea» da Português Azul (a casta alemã Blauer Portugieser). Mas esse erro viria a ser reconhecido mais tarde, já que Português azul é oriunda do Leste Europeu.
A Moreto é de fácil reconhecimento devido às suas folhas peludas e fortemente onduladas, aos seus cachos de tamanho pequeno, cónico-alado, compacto e pedúnculo curto. Os bagos são médios e arredondados, de cor negro-azul, película espessa e polpa mole.
Embora seja uma casta muito robusta e pouco atreita a parasitas, a Moreto proporciona grandes colheitas. No entanto, pelo facto de ter uma maturação tardia, corre o perigo de apodrecer caso apanhe as primeiras chuvas de Setembro. Assim, esta videira obtém melhores resultados no sudeste de Portugal, onde o clima se caracteriza pelo calor acentuado (o que acelera o processo de maturação), sendo em anos quentes que se conseguem os vinhos de melhor qualidade.
A casta é normalmente utilizada em vinhos de lote já que, por si só, proporciona vinhos pouco encorpados, com um aroma de frutos vermelhos pouco intenso e complexo. Também é comum a sua utilização em vinhos de ano, que são rapidamente colocados no mercado e que devem ser consumidos ainda jovens, já que mesmo com uma maturação tardia, o teor alcoólico é bastante baixo. O loteamento é feito geralmente com Trincadeira, Aragonez e Tinta Caiada.
Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
A casta Jaen
A origem desta casta ainda é um mistério. Existem registos do seu surgimento sob a denominação de Mencía, em Bierzo (província espanhola de Léon) embora alguns historiadores apontem também a existência de várias Mencías, mas com diferenças claras relativamente aos cachos. Em 1911, o Ministério do Fomento Espanhol veio confirmar a sua introdução nas Astúrias após a filoxera, donde se viria a expandir para as regiões circundantes. Por outro lado, alguns historiadores defendem que esta videira chegou à comarca de Barco de Valdeorras, na província de Ourense, antes da invasão filoxérica.
Em Portugal, a denominação Jaen só surge a partir de finais do século XIX, supondo-se que a casta terá sido trazida para o Dão por peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela. É no Dão, aliás, que esta casta tem maior expansão e onde em tempos foi conhecida por Gião.
Esta é uma videira de maturação precoce e muito atreita ao míldio e à podridão cinzenta, para lá de ser sensível ao vento, que na fase inicial pode partir o rebento e, na fase final, fazer cair os bagos. No entanto, os viticultores apreciam a Jaen pela sua elevada resistência à seca, alta produtividade e qualidade aromática excepcional. Embora normalmente apresente uma acidez natural fraca, originando vinhos sem longevidade, o seu aroma é intenso e delicado, dando a conhecer notas de amoras e mirtilos. A vindima feita mais cedo dá origem a vinhos de tonalidade violácea, elegantes e macios de boca, que preferencialmente devem ser consumidos jovens. O seu cacho é geralmente médio e compacto, com formato cónico e bagos negro-azuis arredondados de polpa mole.
Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
A uva Monastrell
A monastrell é a quarta uva mais cultivada na Espanha, seu país natal, e parece estar em ascensão. Em parte, graças ao interesse despertado pelos bons resultados que vem apresentando em países fora do eixo europeu, notadamente nos EUA (Califórnia) e na Austrália (Barossa Valley).
A recente valorização que tem obtido na França, na composição de cortes no Vale do Rhône, (como no famoso GSM: grenache, syrah, mourvèdre – como é conhecida em solo francês) também tem contribuído para esse destaque. E, por fim, os surpreendentes varietais produzidos com a monastrell em chão espanhol, incomuns até há pouco tempo, e sua personalidade única são fatores que têm atraído a curiosidade de enófilos por todo o mundo.
Origem e cultivo da monastrell
Difundida por um longo trecho da orla mediterrânea da França e da Espanha, a monastrell tem o seu berço creditado a este último, país onde encontramos a maior extensão de vinhedos nos quais é cultivada, cerca de 43.000 ha.
Na região sul da França essa uva é muito comum. Do Languedoc à Provence é utilizada em cortes com a grenache e a sinsault nos rosés. No Rhône ela está presente em cortes tintos, como o citado no início do post (o GSM). Especificamente na Provence, encontramos uma expressão excelente da monastrell nos rubros da denominação Bandol, que obrigatoriamente não podem ter em sua composição menos de 50% dessa uva.
Hoje, além da Europa, essa casta também pode ser encontrada em alguns países do chamado “Novo Mundo do Vinho”, como EUA e Austrália, que são os dois principais depois dos europeus.
Sinônimos da uva monastrell
Como outras uvas, conforme sua região de produção apresenta nomes diferentes. Mas entre todos eles, o mais conhecido é de origem francesa: mourvèdre, derivado de Morvedre (ou Murviedro), antigo nome da cidade de Sagunto em Valência, no território espanhol. No Novo Mundo o nome mais comum é mataro – provavelmente inspirado na cidade de Mataró, na Catalunha – e, com menos frequência, esparte.
Características dos vinhos de monastrell
Essa variedade de maturação média/tardia prefere clima quente para completar seu longo ciclo fenólico e amaciar os taninos abundantes que pode concentrar. Por isso, seus vinhos podem ter grande concentração de cor, taninos bem marcados, média acidez e por vezes alta graduação alcoólica.
Os apreciadores de vinhos com aroma e sabor frutado podem se surpreender ao encontrar nos vinhos desta uva aromas destacados de notas animais, como couro, almíscar e toques terrosos. Frutas vermelhas também estarão presentes, mas em alguns exemplares serão coadjuvantes.
Harmonizações com os vinhos de monastrell
Esses vinhos pedem por pratos que combinem com o teor de taninos, portanto as carnes são bem vindas. Costela de boi, picanha, costelinha suína, embutidos e charcutaria em geral, principalmente acompanhadas com molhos de ervas finas, que combinam sobremaneira com os aromas do vinho.
A dica para os vegetarianos são pratos com ingredientes de sabores terrosos, como os cogumelos (Portobello, Shitake, Funghi Secchi, Morilles, etc), o arroz negro, e as lentilhas. Molhos com um toque de shoyu (molho de soja) podem dar mais brilho à harmonização com esses ingredientes.
Fonte: http://www.sommelierwine.com.br (Por Sommelier Wine Lucas Cordeiro)
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A Uva Espadeiro
A produção de vinho verde a partir da Espadeiro é conhecida desde o final do século XVIII, sendo uma casta rara cultivada apenas no Minho e nas Rias Baixas (região dos vinhos verdes da Galiza, em Espanha).
Esta videira tem outras denominações, nomeadamente Espadão e Espadal, entre outras, conforme o local onde é cultivada. Na sub-região do Lima sabe-se também da existência de outra casta semelhante denominada Espadeiro Mole, embora não possua grande representatividade ou especiais qualidades.
Muito produtiva e de maturação tardia, a Espadeiro está limitada à produção de Vinhos Verdes tintos. Apresenta cachos de grandes dimensões cilindro-cónicas, muito compactos e com bago médio e arredondado, de cor negro-azul e polpa rija. Esta é uma casta bastante resistente, conhecida pela sua tolerância ao vento e à humidade e pouco susceptível a doenças. Na vinha, o seu reconhecimento é bastante fácil, apresentando folhas brilhantes no Verão e nós muito salientes no Inverno.
Ao contrário do que acontece com a Espadeiro Mole, os vinhos produzidos a partir desta casta são geralmente de boa qualidade. O mosto caracteriza-se pela pobreza em açúcares, o que resulta em vinhos bastantes fortes e relativamente acídulos, com fraca intensidade de cor, regra geral, rosada clara ou rubi esbatido.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Elegantes e sutis, os vinhos da uva clássica francesa Merlot estão presentes nas principais regiões produtoras do mundo
Embora a região de Bordeaux seja famosa pela uva Cabernet Sauvignon, a Merlot é a mais produzida por lá e entra em quase todos os famosos blends, mas somente o Pétrus leva mais de 95% da dela em sua composição.
Seu nome (na verdade ela se chama Merlot Noir) é derivado do nome de um pássaro, bastante similar ao nosso pássaro preto, chamado na Europa de Melro. A uva teria ganhado esse nome não só por sua tonalidade escura, de um preto azulado como o do pássaro, mas também por atrair uma grande quantidade dessas aves quando a colheita se aproxima.
PRECOCE E SUCULENTA
Os ampelógrafos (cientistas que estudam as videiras e as uvas) afirmam que uma variedade próxima da Merlot teria vindo do Oriente Médio há muitos séculos e tomado as terras da França, onde, através dos anos, se transformou no que é hoje. Mas seu primeiro registro oficial é recente para os parâmetros do mundo do vinho, de 1784, já na região de Bordeaux. Na Itália, ela só foi aparecer oficialmente em 1855, no Vêneto, onde até hoje é muito plantada.
A Merlot é uma uva de cultivo controverso na modernidade, pois os enólogos se dividem entre os que acreditam que ela deve ser colhida muito madura para concentrar mais açúcares e os que acham que ela deve ser colhida mais precocemente, para reter taninos e acidez. Seus grãos são pequenos e suculentos, com taninos tradicionalmente leves e bom teor de açúcar.
No Brasil, onde ela é conhecida como a mais bem sucedida uva tinta da Serra Gaúcha (muitos produtores acreditam que ela deveria ser a uva símbolo brasileira), sua precocidade é uma vantagem, pois ela consegue se desenvolver antes das fortes chuvas de verão, sendo colhida muitas vezes logo depois das uvas brancas. Isso lhe garante frescor e vivacidade, além de aromas mais frutados, muito atraentes nos tintos modernos.
BOAS MISTURAS
A uva Merlot é muito utilizada em várias partes do mundo, como a Itália, a França, os Estados Unidos e até mesmo no leste europeu, para vinhos de corte. Ela é combinada com a Cabernet Sauvignon e com a Cabernet Franc (no corte tradicional de Bordeaux), com a Sangiovese em muitos vinhos do centro-norte da Itália e até mesmo em Portugal, para dar certa suavidade a algumas combinações de uvas típicas portuguesas. Nessas misturas, seu frutado, suavidade e baixos taninos são os pontos mais apreciados.
DEGUSTANDO A FRUTA
"Nos vinhos varietais de Merlot, para mim, a principal e mais sedutora característica é o aveludado no paladar", afirma Márcio Marson, um dos herdeiros da vinícola Marson de Cotiporã (RS) e supervisor da Vinícola Miolo. O que ele quer dizer é que a uva é capaz de produzir vinhos macios, delicados, ainda que tenham bom corpo ou "potência em boca", sem, no entanto, agredirem com acidez marcada e taninos ardidos.
Os aromas que são mais facilmente associados aos bons vinhos de Merlot são as ameixas negras, o cassis, as cerejas e, por vezes, o mentolado. E quando o vinho passa por um estágio em madeira, aparecem aromas de grãos de café, chocolate e um pouco de especiarias.
O aveludado na boca combinado com o frutado típico, os taninos leves e o álcool muitas vezes mais baixo são o que há de mais tradicional e apreciável nos bons Merlots, que merecem ser bebidos um pouco mais jovens que os vinhos de outras castas clássicas francesas, como a Cabernet Sauvignon ou a Syrah, garantido sua vivacidade e frescor.
domingo, 13 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Castelão
A Castelão tem grande tradição histórica em Portugal. Esta é a casta tinta mais encepada no território português, com especial incidência em Setúbal e Palmela, onde se popularizou com o nome de Periquita devido aos bem sucedidos vinhos da Quinta da Cova da Periquita, de José Maria da Fonseca. Também se pode encontrar o seu cultivo no Ribatejo, Estremadura, Alentejo e Algarve, assumindo várias designações regionais. A título de exemplo, esta videira é conhecida por Castelão Francês no Ribatejo, João Santarém na Estremadura, Trincadeira na Bairrada e Mortágua de Vide Branca no Cartaxo.
É considerada uma casta bastante versátil pela sua fácil adaptação a diversos climas mostrando-se, contudo, bastante sensível ao desavinho e à bagoinha. O cacho apresenta-se geralmente mediano, com um formato cônico-alado e compacto, pedúnculo curto e o bago arredondado e de coloração negro-azul com polpa firme e suculenta.
Nas condições certas, e aproveitada a sua versatilidade, é considerada uma grande casta, capaz de produzir vinhos – quer tintos, quer rosados – de alta qualidade e muito distintos. Embora com alguma falta de cor, possuem geralmente tons granada e um perfil aromático intenso de groselha e ameixa, apresentando-se macios e persistentes na boca.
É nos solos arenosos da Península de Setúbal que esta videira consegue melhores resultados, dando origem a vinhos mais intensos e carnudos. Estes têm também uma boa resposta ao envelhecimento, principalmente em madeira de carvalho francês. A sua evolução aromática faz lembrar compota e, por vezes, um ligeiro carácter de caça.
Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com
domingo, 6 de outubro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Qual a diferença entre um Sauvignon Blanc e um Chardonnay?
Sauvignon Blanc e Chardonnay são os nomes das uvas viníferas brancas, e os vinhos feitos a partir dessas uvas. Em geral, a uva Chardonnay faz vinhos de médios para encorpados, e muitas vezes percebe-se notas de maçã, figo, melão, pêra, abacaxi ou pêssego. Se um vinho Chardonnay é feito em barrica de carvalho, pode-se perceber notas de especiarias, mel, manteiga de avelã. A uma grande variedade de estilos que são feitos, e as muito melhores são ricos e complexos e podem envelhecer bem.
Vinhos Sauvignon Blanc tendem a ser mais leves que os Chardonnays, muitas vezes com a cor mais nítida, mais suculento e com maior acidez. Eles também podem ser feitos em uma variedade de sabores, e pode ter um toque de grama recém-cortada ou notas de erva fresca, às vezes virando para sabores mais picantes de groselha ou pimenta. Sabores de frutas pode variar de citros para frutas de caroço para tropical, e alguns viticultores usam barris de carvalho na elaboração de um vinho Sauvignon Blanc, e estes podem ficar com uma nota fumaça ou tostado.
Fonte: http://www.winespectator.com
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