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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

As 15 coisas mais frustrantes quando se é um apaixonado por vinhos



  1. Alguém bebe seu vinho especial quando você não está perto.
  2. Você não é capaz de desfrutar de um "Prosecco" em um casamento.
  3. Encontrar um vinho que você ama e descobrir que ele está esgotado.
  4. Nunca ter espaço suficiente para comida na sua geladeira.
  5. Mostrar a sua coleção de vinhos faz você se sentir um idiota.
  6. Guardar uma garrafa durante anos e descobrir que o vinho ficou terrivelmente ruim.
  7. Abrir uma garrafa antiga e descobrir que você tinha um paladar horrível quando comprou.
  8. Ter um vinho sensacional e ninguém para compartilhar com você.
  9. Ver seus amigos guardarem grandes vinhos no freezer.
  10. Não saber como reagir quando alguém lhe acusa de ser um enochato. 
  11. Ficar deprimido quando seus amigos preferem um vinho barato ao Premier Cru da Borgonha que você levou para eles provarem.
  12. Quando um amigo lhe recomenda provar um "vinho de abacaxi".
  13. Seus colegas de trabalho lhe olham de cima a baixo quando você está degustando vinho.
  14. Você vai a um restaurante legal, pede um vinho bacana e o sommelier traz uma taça de vidro.
  15. Não importa de que forma, mas vinho em demasia é ruim.



Fonte: http://revistaadega.uol.com.br

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Historiadores revivem técnicas de vinificação romana


Historiadores da Itália estão tentando replicar o tipo de vinho bebido durante o império romano, após  referencias a textos de 2.000 anos de idade.

A equipe, com base na Universidade de Catania, na Sicília, plantou uma vinha perto de Catania, utilizando ferramentas e técnicas que foram usadas pelos romanos.

O Daily Telegraph relatou  que os historiadores estão usando tiras de cana e madeira de cabos de vassoura para ligar as videiras para os pólos. Também não haverá mecanização, fertilizantes ou pesticidas usados ​​na plantação.

Os textos utilizados como referência foram manual do poeta Virgílio na agricultura, Geórgicas, e as dicas de um autêntico enólogo do primeiro século dC, Columella, técnicas de quem aparentemente foram utilizadas também para o século 17.

Columella aparentemente referenciou 50 variedades, entretanto seus equivalentes modernos não são todos conhecidos. Portanto, a equipe está plantando oito variedades de uvas locais, incluindo Nerello Mascalese, Visparola, Racinedda e Muscatedda e vai usar vasos de terracota para armazenar o vinho.

Os potes são revestidos por dentro com cera de abelha e enterrados no chão até o pescoço. Eles são deixados aberto durante a fermentação antes de serem selados, tanto com barro ou com resina.

Pesquisador Mario Indelicato, que está gerenciando o programa, disse: "Nós não vamos usar agentes de fermentação, o objetivo é contar com a fermentação das uvas por si próprias - você pode chamar isso de arqueologia experimental.

"Encontramos essas técnicas romanas mais ou menos em uso na Sicília até até algumas décadas atrás, mostrando o quão avançados os romanos eram. Eu descobri uma enxada de duas pontas na casa de minha família no Monte Etna recentemente identica a uma que encontramos uma escavação Romana ".

As primeiras videiras plantadas foram este ano e a equipe espera criar sua primeira safra em quatro anos.

Daniele Malfitana, o diretor do Instituto de Patrimônio Arqueológico e Monumentos que está supervisionando o projeto, disse ao Daily Telegraph: "Passo a passo, através da leitura e interpretação das fontes latinas, estamos aprendendo como os romanos administravam suas vinhas.

"O escopo do projeto é duplo - de um lado para verificar a viabilidade das técnicas romanas, e do outro para compreender se este conhecimento pode ser usado na viticultura moderna".


Fonte: http://www.thedrinksbusiness.com (by Andy Young)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Viña Santa Helena - uma das 10 maiores vinícolas exportadoras do Chile - vai em busca de novidades


Segundo a tradição cristã, Santa Helena - também conhecida como Helena de Constantinopla, mãe do Imperador Constantino - foi quem descobriu o local de crucificação de Cristo. Foi ela quem, após uma peregrinação pela Palestina, teria ordenado a construção de importantes igrejas, como a da Natividade, em Belém, e a do Santo Sepulcro, em Jerusalém.

Já na tradição grega, Helena é o nome da mulher mais bela do mundo - filha de Zeus, esposa de Menelau, rei de Esparta, também conhecida como Helena de Troia (cuja fuga com Páris deu origem à famosa guerra mitológica). Helena é o símbolo maior da beleza, do encanto.

A Viña Santa Helena (que possui como símbolo a imagem de uma mulher, como se fosse uma deusa) vale-se muito mais da parte grega, apesar do "Santa" no nome, pois, desde o começo sua vocação foi ir para além dos limites do Chile, já que foi fundada como uma cooperativa exportadora em 1942. Não à toa, o VSPT Wine Group (Viña San Pedro Tarapacá) adquiriu-a em 1994, tornando-se a primeira subsidiária do grupo - que conta com outras 10 vinícolas, constituindo a segunda maior holding de vinhos do Chile.


Teoria da relatividade
Na busca pelo vinhos de exceção e pelo terroir perfeito nos entregamos a vasculhar o mundo através das viagens e das taças a fim de encontrar aquele pequeno vinhedo especial e o produtor capaz de entender e expressar o terroir. No melhor exercício da Gestalt, logo imaginamos um garagista com as mãos de terra. Mas o mundo do vinho nos ensina sempre que nada é absoluto e que devemos nos abster dos preconceitos e determinismos. Nesse caso, a lição é que vinícolas com grande produção têm acesso a dinheiro e enólogos talentosos que se realizam profissionalmente ao criar grandes vinhos. Assim, simplesmente procurar, comprar e compreender aquela parcela especial dentre muitos hectares de vinhedos para elaborar seu fruto (o vinho) em sua máxima expressão é uma tarefa contagiante.

Foi o que aconteceu também com Santa Helena e seu enólogo-chefe, Matías Rivera. "Adquirimos, em 2003, um vinhedo muito antigo, de mais de 100 anos, próximo à Cordilheira dos Andes, exatamente em frente à Santa Helena, em um terroir excepcional. Uma superfície de vinhedos antigos com cerca de 30 hectares", afirma o enólogo, que completa: "Estudando-o percebemos que seu vinho poderia ser engarrafado separadamente e criamos o 'Parras Viejas'" - em cujo rótulo vê-se a imagem de uma das videiras mais antigas do vinhedo.

Santa Helena, localizada em San Fernando, no Vale de Colchagua, conta com 334 hectares

Ao falar do vinho e prová-lo, Rivera se entusiasma, e poderíamos imaginar que entre seus "filhos" esse seria o preferido. Poderia também ser um reflexo de nossa própria reação, pois, apesar de termos degustado outros vinhos especiais da casa, o Parras Viejas 2010 tornou-se o centro das atenções. Um Cabernet Sauvignon 100%, Single Vineyard, com equilíbrio de taninos finíssimos, acidez no ponto exato, fruta e mineralidade formados na planta, qualidades que atestam que o Cabernet chileno só tem a ganhar à medida que suas vinhas forem ganhando idade e maturidade. Rivera foi sensível para entender que o equilíbrio desse vinho já havia sido dado pela natureza, admitindo ter "tirado da vinha o que uma bisavó tem de melhor: a experiência". Prova disso é que o enólogo não usa barricas de carvalho novas na vinificação.

Preocupados em poder continuar tendo acesso ao mesmo Parra Viejas no futuro, perguntamos quanto tempo o antigo vinhedo ainda poderia produzir. Para Rivera, as vinhas ainda têm muito vigor, apesar de algumas terem sido plantadas em 1910, e devem continuar produzindo por pelo menos mais 20 anos. Diante das centenas de vinhos que ADEGA degustou neste ano, Parras Viejas é uma pechincha.


Olho no terroir
Localizada em San Fernando, no Vale de Colchagua, Santa Helena conta com 334 hectares e, como outras de suas irmãs chilenas, tem consciência de que uma das riquezas do Chile é a diversidade de terroirs que ainda podem ser explorados, como no caso do Sauvignon Blanc da região de Paredones (que compõe a linha Vernus desde 2010). "Nossos vinhedos lá ainda são relativamente novos, mas, a cada ano que passa, sente-se melhor a mineralidade, o gosto do terroir da região nos vinhos", comenta Rivera. Ele conta que o solo nessa parte é granítico e que as raízes das videiras chegam a ter mais de cinco metros de profundidade. Santa Helena, por sinal, tem sido uma das pioneiras a investir na zona costeira do Vale de Colchagua, não só com o Sauvignon Blanc, mas também com Pinot Noir.


Separação
Esses dois vinhos (Parras Viejas e Vernus Cabernet Sauvignon) já demonstram uma das preocupações de Santa Helena e seu enólogo, que é uma certa renovação e especialização de seus rótulos. O Parras Viejas, por exemplo, vem da mesma linha do Notas de Guarda, um Carménère (completado com um pouco de Cabernet Sauvignon e Petit Verdot - mais recentemente substituída por Merlot, na safra 2011) de vinhedos selecionados.

Na mesma linha vai o D.O.N (sigla para De Origen Noble - De Origem Nobre), o topo de gama da vinícola. Um "blockbuster" composto majoritariamente de Cabernet Sauvignon, completado com pequenas proporções de outras castas como Petit Verdot, Syrah, Cabernet Franc, Carménère ou Merlot dependendo da safra.


Fonte: http://revistaadega.uol.com.br (Christian Burgos e Arnaldo Grizzo)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A maior adega do mundo


Com cerca de 100 quilômetros de túneis, a maior adega subterrânea não fica em Champagne, como alguns podem supor, mas na Moldávia

Todo mundo sabe que a região de Champagne é famosa por seus espumantes e também por suas caves subterrâneas que possuem quilômetros e quilômetros de extensão, abrigando sob a típica superfície calcária milhões de garrafas que ficam acondicionadas anos a fio em um ambiente gélido e úmido (perfeito para os vinhos) aguardando o melhor momento de serem abertas.

As adegas de Champagne são tão grandes, algumas atingindo mais de 20 quilômetros, que - durante as duas últimas grandes guerras mundiais - foram usadas para muito mais do que conservar garrafas de vinho, servindo de abrigo para refugiados, estocagem de munição, esconderijo etc. Durante os conflitos, a vida dos habitantes locais ocorria debaixo da terra, com as aulas das escolas, por exemplo, ministradas no subterrâneo enquanto as bombas caíam na superfície.

No entanto, engana-se quem acha que estão na França as maiores caves subterrâneas do mundo. Fica na Moldávia, uma das antigas repúblicas da União Soviética, a adega de maior extensão do planeta. Cerca de 15 quilômetros ao norte de Chisinau, capital do país, estão as ditas "minas de Cricova", com mais de 100 quilômetros de comprimento.


II Guerra
Até a II Guerra Mundial, essas minas não tinham como finalidade guardar vinhos. Eram fonte de cal. Foi somente depois do conflito que elas passaram a ser usadas para isso, tanto que metade da adega


Em 1954, foi fundada a Cricova Oenotec, empresa vitivinícola moldava que usa cerca de 60 quilômetros dessas minas para seus próprios vinhos. Durante o regime soviético, os túneis de Cricova ficaram fechados para o público e apenas delegações de políticos e celebridades, como os presidentes Mikhail Gorbachev e o astronauta Iuri Gagarin, podiam acessá-la. Uma lenda diz que Gagarin, primeiro homem orbitar a terra, em 1961, visitou a adega em 1966 e só saiu dois dias depois escorado. Em 1967, a coleção de vinhos de Cricova foi considerada um símbolo da república socialista.

Mais recentemente, em 2007, em seu aniversário de 50 anos, o presidente russo Vladimir Putin também esteve nas caves da Cricova para celebrar. Curiosamente, seus túneis continuam crescendo, pois ainda hoje há escavações em algumas partes para a obtenção de calcário. Aliás, as primeiras escavações datam do século XV e começaram exatamente para obter cal para a construção da cidade de Chisinau.


Fonte: http://revistaadega.uol.com.br (Arnaldo Grizzo)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Estudo constata que as garrafas escuras e pesadas podem proteger a qualidade de vinho branco


Um novo estudo descobriu que as garrafas mais escuras e mais pesado pode proteger a qualidade de vinho branco. Pesquisa no Nacional do Vinho e da Indústria de uva (NWGIC) em Charles Sturt University (CSU), em colaboração com o Dr. Daniel Dias, da Universidade de Melbourne, analisou o impacto da luz sobre a qualidade do vinho branco, com o objetivo final de melhorar a vida.

O pesquisador principal Dr. Andrew Clark disse: "Uma série de experiências têm tentado compreender melhor o impacto da luz em vários componentes do vinho branco que não foram investigados antes."

Os componentes são o ácido tartárico, que é um ácido orgânico importante nos vinhos, e o ferro, um ion de metal encontrado em baixas concentrações em todos os vinhos. Esses mesmos agentes foram de fato utilizados como emulsões fotográficas pelos pioneiros da fotografia em meados dos anos 1800."

"Nós mostramos que um processo químico conhecido como tartarato fotoquímica do ferro (III), pode afetar negativamente o vinho branco já que podem consumir os conservantes do vinho e pode levar a uma cor marrom."

A luz ultravioleta e visível azul e verde pode induzir processo fotoquímico no vinho branco. "A cor mais escura nas garrafas de vinho com uma parede de espessura de vidro foram encontrados para proporcionar maior proteção deste processo fotoquímico. Estas garrafas mais espessa e mais escura absorve mais luz e o grau de ferro nocivo (III) se limita.

O verde mais escuro e âmbar das garrafas coloridas foram particularmente úteis para absorver o comprimento de onda ativa da luz incidente. "O vinho é mais exposto à luz após o engarrafamento e durante o armazenamento em lojas de varejo ou em casa. Além disso, os vinhos a serem armazenados por longos períodos antes de ser bebido também são mais propensos a ter maior exposição de luz, dependendo das condições de armazenamento.


Fonte: http://www.diariodelvino.com

terça-feira, 2 de abril de 2013

O vinho de Tutancâmon


em 1922, da tumba de Tutancâmon, 11º faraó da XVIII Dinastia do Novo Império, abriu diversas portas para os cientistas estudarem inúmeros aspectos da história egípcia, desvendando alguns mistérios e trazendo à tona detalhes da vida na época. Um desses detalhes foi a vitivinicultura dos primórdios da humanidade.

Em 4 de novembro de 1922, o arqueólogo britânico Howard Carter encontrou o túmulo desse jovem faraó, que assumiu o trono com 12 anos e reinou por apenas nove, morrendo precocemente – acredita-se, depois de muita pesquisa, que por malária. Essa descoberta foi considerada uma das mais importantes, já que a tumba estava intacta – lembremos que ladrões saquearam os principais sítios arqueológicos egípcios durante séculos a fio para pegar os tesouros dos grandes reis, restando pouquíssimos lugares intocados. Então, mesmo Tutancâmon sendo um rei “modesto”, o que foi encontrado em seu túmulo deu margem para pesquisas que responderam diversas perguntas sobre essa época da humanidade.

Algumas das primeiras coisas encontradas na tumba foram vasos e ânforas, que deram testemunho de como a viticultura já era organizada no Egito. Hieróglifos revelam que terras denominadas “pomares de vinhas” eram cultivadas em Fayum (130 km ao sudeste do Cairo) e também no delta do Nilo. Interessante notar que o faraó possuía seu próprio vinhedo, cuja produção era usada nos ritos dos funerais, já que o vinho, além de estar à mesa, também estava no culto aos deuses, e servia apenas ao soberano e seus convivas.


Como na Borgonha

Se você acha que o fato de cada vinhedo possuir um nome é um coisa dos franceses da Borgonha – que herdaram isso dos romanos –, está enganado. Essa prática vem de muito tempo antes. Assim como os vinhedos borgonheses hoje, os melhores terroirs egípcios recebiam um nome específico. A vinha do faraó Djoser, da III Dinastia do Antigo Império, chamava-se “Seja louvado Hórus que está no limiar dos céus”. Então, tudo sempre era voltado à adoração do deus Osíris (pai de Hórus), que estava ligado à ressurreição e ao julgamento dos mortos. O vinho feito nesse vinhedo recebia o nome de “bebida de Hórus”, que ficava à disposição para a degustação dos faraós mortos, em diversas ânforas, enquanto eles esperavam a nova vida.

Estudos também mapearam alguns vinhos egípcios que ficaram famosos como o taniótico, um branco doce untuoso, o Kan-Komet, que era feito para Ramsés III (entre 1198 e 1166 a.C.), e o mareótico, um branco doce e suave apreciado por Cleópatra.


Vinhos safrados

Mais incrível ainda é ver que as 26 ânforas encontradas com Tutancâmon tinham a indicação do ano da safra, assim como das parcelas dos vinhedos de onde vieram as uvas, do proprietário dos vinhedos e do enólogo. Em dois jarros havia a inscrição: “Quarto ano. Vinho de muito boa qualidade da propriedade de Aton nas margens do rio Ocidental. Enólogo: Ramose”.

Depois dessas descobertas, um mistério ainda ficou no ar. Qual a cor do vinho do faraó? Somente em 2004, com novas pesquisas é que se pôde analisar melhor os resquícios e deduziu-se que havia três tipos de vinho: tinto, branco e fortificado. A presença de vinho branco surpreendeu os pesquisadores, que criam que esse tipo só viria surgir muito tempo (cerca de 1.500 anos) depois.

A verdade é que a tumba de Tutancâmon não para de ser analisada e quanto mais as pesquisas científicas se desenvolvem, mais mistérios ela revela.


Fonte: por Arnaldo Grizzo - http://revistaadega.uol.com.br

quarta-feira, 20 de março de 2013

O vinho doce mais famoso do mundo já foi sul-africano


Há mitos que se perdem com o tempo. Atualmente, quando falamos em vinhos doces, logo lembramos do Château d’Yquem. Contudo, poucos séculos atrás, por volta de 1700, um dos vinhos de sobremesa mais celebrados do mundo era sul-africano. Isso mesmo, da terra que hoje é famosa pelo Pinotage.

Na terra do Apartheid existiu (teoricamente ainda existe) um vinho que foi um dos preferidos de grandes governantes europeus (entre eles Napoleão – que o bebia até mesmo quando estava em seu exílio em Santa Helena) e personalidades importantes dos séculos XVIII e XIX, como Baudelaire, Charles Dickens e Alexandre Dumas, por exemplo. O Constantia, um licoroso elaborado a partir de uvas Moscatel – lá chamadas de Muscat Blanc à Petits Grains ou Muscat de Frontignan.

A história desse vinho começa em 1679, quando Simon Van der Stel é nomeado comandante da colônia holandesa no Cabo pela respeitada Companhia das Índias Orientais. Diz-se que ele tentou fazer daquele trecho de terra, em Stellenbosch, um lugar próspero que lembrasse a cidade de Amsterdã. Ele construiu avenidas plantou arvores e também vinhedos.

Apenas 20 anos antes, Jan van Riebeeck, que tinha trazido as primeiras mudas de videiras para o Cabo, havia produzido o primeiro vinho sul-africano com as vinhas lá plantadas e, em pouco tempo, percebeu-se que o terroir dali poderia dar bons frutos. Van der Stel batizou o local como Constantia (acredita-se que em homenagem ao um navio holandês do qual ele havia feito parte da tripulação) e começou a produzir vinhos brancos, tintos e doces.

Van der Stel, contudo, morreu em 1712, e a propriedade acabou dividida em três partes, sendo que duas produziam o vinho: Groot Constantia e Klein Constantia – a mais renomada. Em 1733, o dono desta última comprou a Groot e as reunificou. Mas ele morreria dez anos depois.

Seu vinho doce, contudo, ganhou fama, creditada à limpeza das barricas, cubas e prensas, além do trabalho impecável na vinha. Diz-se que escravos eram enviados às vinhas diariamente para remover qualquer minúsculo inseto que estivesse sobre a planta, evitando, assim, as doenças.

Na virada dos séculos XVIII para XIX, o Constantia era conhecido no mundo todo, com suas garrafas valendo peso de ouro. No entanto, com os conflitos com os ingleses no fim dos anos 1700 e início dos 1800 – que culminaria na Guerra dos Bôeres em fins do século XIX –, além da infestação de pragas como oídio e a devastadora filoxera, os vinhedos sofreram demasiadamente e, por volta de 1860, o vinho praticamente já não mais existia.

Depois de algumas décadas, os vinhedos de Groot e Klein Constantia foram retomados, mas o mito já estava perdido. Atualmente, ambas as propriedades produzem suas novas versões do Vin de Constance, mas ainda sem o mesmo prestígio de antes.


Fonte: Por Arnaldo Grizzo, http://revistaadega.uol.com.br