sexta-feira, 11 de julho de 2014

Universidade de Harvard investe em vinhedos


Especula-se que fundo de investimento da universidade já aplicou US$ 61 milhões em vinhedos na região nos últimos dois anos


Nos últimos dois anos, a Harvard Management Company, a empresa de investimento da Universidade de Harvard, vem investindo na compra de 10 hectares de terra nas regiões do condado de San Luis Obispo e Santa Barbara, na Califórnia. Relatórios apontam que a universidade já gastou cerca de US$ 61 milhões nesse investimento.

De acordo com o diretor da Mercator Research, uma empresa especializada em propriedades agrícolas, Michael Fritz, a Harvard Management Company pagou pelas terras um valor acima da média de mercado. A compra, segundo Fritz, foi realizada por um fundo de investimento formado em 2012 por reitores, chamado Brodiaea.

Paradoxalmente, os investimentos feitos pela Harvard em terras agrícolas ocorreram somente sete meses depois de a Harvard Management Company se desfazer de uma grande participação em dois investimentos em vinhedos de Napa Valley, o Silverado Premium Properties e o Silverado Winegrowers Holdings.

No entanto, apesar do investimento da universidade em terras de vinhedos, Fritz não acredita que a universidade vá entrar no ramo de produção de vinhos. “Eu ficaria surpreso se eles se tornassem operadores no longo prazo”, afirmou.

A região do Napa Valley, onde se localizam as terras adquiridas pela universidade, tem escassez de recursos hídricos. Por isso, em agosto passado o San Luis Obispo Board of Supervisors aprovou um decreto de emergência proibindo a instalação de qualquer outro empreendimento que precise de irrigação, inclusive novos vinhedos. O decreto, contudo, libera a instalação desses investimentos sob a condição de que a água usada seja recompensada.

Contudo, a maior parte das compras feitas pela Harvard foi realizada antes da aprovação do decreto de emergência. “Toda terra desenvolvida com direito de utilização de água estão agora mais valiosas do que as que se enquadraram no decreto”, explicou Fritz, dando a entender que o investimento tem mais a ver com especulação imobiliária do que produção de vinhos.


Fonte: http://revistaadega.uol.com.br/

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