quarta-feira, 2 de julho de 2014

Guardas romanos protegiam as uvas


Foi encontrado um contrato em papiro feito com um guarda romano, cujo serviço seria guardar vinhas. Datado do século IV D.C., foi encontrado no Egito e decifrado por Kyle Hems, da University of Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos. O documento já revelava a preocupação com o roubo de uvas em vinhas. A descoberta foi publicada no Boletim da Sociedade Americana de Papirologia.

De acordo com o site Live Science, o documento estava escrito em grego, e era destinado a um homem chamado Flavius, que seria responsável por vigiar uma vinha perto da aldeia de Panoouei, no Egipto. O texto dizia: «A partir do dia de hoje até a colheita e o transporte dos frutos, serei responsável por cuidar desta vinha, de modo a que não haja negligência. Mas, com a condição de que receber um pagamento por todo o tempo acima mencionado».

A tradução é uma evidência de que o problema de roubo de uva antes da colheita não é um fenómeno moderno. Afinal, ainda hoje existem casos de produtores que perdem parte das suas plantações por conta de ladrões ou mesmo devido a animais. O guarda Flavius, por sinal, também estaria encarregado de espantar porcos selvagens. Na mesma pesquisa, Hems encontrou evidências que falavam de paredes de pedra e torres de vigia que eram empregues para impedir a entrada de pessoas indesejadas nas vinhas da região, que, na época, era governada pelo Império Romano do Oriente, assim como também fala de um outro guarda que teria sido atacado por ‘criminosos violentos’ na tentativa de defender o roubo das uvas.

De acordo com Kyle Hems, como o papiro encontrado estava incompleto, não foi possível identificar o quanto Flavius terá recebido por realizar o serviço.


Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/

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