sábado, 21 de junho de 2014

Os clássicos vinhos sem safra


A safra de um vinho pode ser indicador da qualidade de uma determinada garrafa, principalmente quando sua região de origem tem grande variação climática a cada ciclo anual da videira.

Muita chuva na época da colheita, por exemplo, pode fazer com que a uva fique com excesso de água na polpa, resultando em um suco diluído e de pouca qualidade para a produção de vinhos.

Mas é possível fugir à influência da safra? Sim. Há estilos de vinhos que não trazem essa indicação e não por simples exclusão, são propositalmente elaborados para ter um perfil que não se altere safra a safra.

Três exemplos clássicos de que isso pode acontecer são: o champagne francês, o vinho do porto e o jerez espanhol, todos esses possuem exemplares não safrados.

No caso dos mais célebres espumantes do mundo, cada Maison de Champagne desenvolve uma receita própria que a difere das demais. Assim, ano após ano, repetem o processo com objetivo de entregar sempre a mesma experiência a quem aprecia seu estilo particular.

E para manter esse caráter constante, misturam no chamado vinho base, que sofrerá uma segunda fermentação, vinhos de safras diferentes e também de vinhedos diferentes. É a chamada arte da “assemblage”.

Apesar das diferenças de elaboração, essa lógica de entregar sempre o mesmo produto a cada ano também é seguida por produtores de vinho do porto e do jerez.


Fonte: http://www.sommelierwine.com.br/

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