quinta-feira, 26 de junho de 2014

Harmonias Gastronônicas


Harmonizar comida com vinhos é um trabalho difícil e até polêmico, na medida em que nem sempre a mentalidade das pessoas acompanha a evolução dos tempos. Mas, na verdade, todas as combinações são possíveis, desde que o resultado seja harmonioso. Eis algumas dicas para retirar o melhor partido das suas refeições.

Nem sempre o peixe necessita de ser servido com vinho branco ou a carne com vinho tinto. Um peixe como o salmão, que tem bastante gordura, aguenta perfeitamente um tinto leve. E porque não servir um arroz de pato, uma carne medianamente complexa, com um branco encorpado e untuoso?

Na confecção dos pratos deve sempre utilizar-se vinho de qualidade, de preferência, o mesmo que vai ser servido à refeição. O sucesso de uma receita depende da mestria com colher de pau mas, também, da utilização de produtos de qualidade.

O vinho já deve estar no copo antes de se servir a comida. Só assim se poderá apreciar devidamente o seu aspecto, cor e aroma (visão e olfato). Ao nível do paladar, este só estará pronto para apreciar as sensações do vinho, após se terem dado as primeiras garfadas.

As refeições não devem ser iniciadas com entradas de sabor forte, que anulam ou estragam o paladar. Evite também servir pratos com muito limão, vinagre, especiarias ou legumes amargos pois alteram o sabor do vinho na boca.

Cada vinho consumido durante uma refeição deverá preparar o paladar para o seguinte. Assim, deve começar por servir-se um vinho mais leve e terminar num mais encorpado.

Quando, durante a refeição, são servidos vários vinhos, torna-se fundamental beber água, beliscar um pedaço de pão ou uma bolacha de água e sal de modo a preparar o paladar para os sabores seguintes. O amido existente em produtos como o pão ou o arroz ajuda a esquecer e a anular os sabores anteriores.


Fonte: http://mariajoaodealmeida.clix.pt/ 

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