quinta-feira, 15 de maio de 2014

Saber apreciar espumantes


Embora a apreciação de espumantes envolva a avaliação de características sensoriais comuns aos restantes vinhos, a presença do gás dissolvido e o seu possível envelhecimento em contacto com as leveduras de fermentação, confere-lhe atributos únicos de evolução e apresentação.

Assim, há que ter em atenção vários aspectos na avaliação de um espumante:

  • A espuma formada à superfície deve ser branca e diminuir gradualmente, até formar um «cordão» fino junto ao vidro.
  • As bolhas de gás devem ser de tamanho uniforme, formando um «cordão» contínuo. O tamanho e continuidade das bolhas dependem da estrutura (corpo) do vinho, da velocidade de fermentação em garrafa, do período de contacto com leveduras durante o envelhecimento e das micro-rugosidades do copo. 
  • A cor deverá corresponder ao tipo de espumante.


Cor:
  • Espumantes brancos – poderão variar entre o amarelo pálido, com reflexos esverdeados (período de maturação inferior a um ano), passando pelo amarelo com reflexos rosados (presença de uvas tintas), chegando até ao amarelo, com reflexos dourados (período de maturação prolongado durante mais de dois anos). 
  • Espumantes rosados – A cor evolui dos tons rosados vivos (período de envelhecimento durante menos de um ano), chegando até aos tons rosados, com reflexos acobreados (período de maturação prolongado superior a dois anos).


Os espumantes produzidos segundo o método clássico, de melhor qualidade, podem ser conservados durante alguns anos em contacto com as leveduras. No entanto, após a sua separação, devem ser consumidos nos seguintes seis meses, a dois anos. Os espumantes produzidos segundo o método da cuba fechada devem ser consumidos no mesmo ano de engarrafamento.


Olfato:
Aroma – Deve ser absolutamente limpo. É inaceitável a presença de aromas desagradáveis que se tornam mais perceptíveis com a libertação de gás. Alguns defeitos encontrados em alguns vinhos espumantes derivam da má qualidade do vinho de base, cujas características se acentuam durante a fermentação.

Nos vinhos produzidos através do método clássico, deve-se avaliar o equilíbrio entre os aromas característicos das uvas utilizadas e aqueles que são originados durante as duas fermentações. Os melhores espumantes apresentam aromas ligados ao contacto com as leveduras – bolacha, pão e frutos secos – que combinam com os aromas primários e secundários florais ou frutados.

Com o envelhecimento, os aromas iniciais de frutos frescos tendem a aproximar-se das notas de frutos secos. Os espumantes cujo vinho de base é fermentado em madeira, podem apresentar notas do tipo tostado ou de baunilha.


Paladar:
Através do paladar, procura-se no espumante o equilíbrio entre a sensação «picante» (presença de gás natural que se liberta na boca), o corpo (quanto mais pronunciado, melhor é a qualidade), a frescura (dependendo da acidez), a doçura (licor de expedição) e a riqueza de sabores. Quanto maior for a sua persistência, melhor será o vinho.


Fonte: http://mariajoaodealmeida.clix.pt/

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