terça-feira, 6 de maio de 2014

Como treinar o paladar para o vinho


Já reparou como o vinho pode nos remeter à variedade de aromas e sabores que nos cercam? Se a resposta é não, isso significa que você ainda precisa desenvolver o seu “banco de dados” olfativo e gustativo para experimentar essa sensação incrível que mencionei.

Dificilmente uma pessoa que come apenas comida industrializada reconhecerá o cheiro de uma cebola crua, refogada, frita ou caramelada. Entretanto, você não precisa fazer um curso de culinária para desfrutar dessa experiência que somente o vinho é capaz de proporcionar.

Basta treinar dois dos nossos sentidos: o olfato e o paladar, eles estão totalmente ligados e dependem um do outro. Vale ressaltar que por mais que você tenha intimidade com o mundo das panelas o repertório culinário não é suficiente para distinguir cada traço do vinho, é preciso treino.

Por este motivo, hoje, vamos ensinar técnicas que irão ajudá-lo a identificar o máximo de sabores e aromas que um vinho tem a oferecer. Dá uma olhada!

- Imagine um quarto pequeno, que há tempo muito está fechado e tem somente uma porta. Feche os olhos, finja que abre a porta e inspire até que seu pulmão encha. Agora, com muita calma busque em sua memória lembranças que te trazem o cheiro que sai  de dentro desse quarto.

- Sempre que servir o vinho na taça, antes mesmo de girar o líquido, leve a taça ao nariz e busque na memória perfumes familiares, seja da sua comida ou fruta preferida ou até mesmo os aromas de quando sua avó cozinhava aquela comida que só ela fazia.

- Não se acanhe na hora de dar palpites, não tenha medo de se arriscar e seja honesto consigo mesmo. Sempre se pergunte, eu realmente senti este cheiro?

- As feiras livres são um verdadeiro festival de aromas. Têm uma diversidade de cheiros e sabores inacreditáveis. Preste atenção no perfume que as frutas, legumes, vegetais, especiarias, peixes e até mesmo o pastel exalam. Já reparou que as frutas, por exemplo, oferecem aromas totalmente diferentes de acordo com seu estado físico? Fruta fresca, madura, em geleia, em compota e até mesmo seca têm o cheiro parecido? Não. São completamente diferentes.

- Pense por cadeias aromáticas e elimine o que não for compatível. Conheça algumas:

Ervas: alecrim, tomilho, erva-doce, manjericão, hortelã, sálvia.
Especiarias: cravo, canela, pimentas, cardamomo, anis, curry, páprica, baunilha…
Aromas da barrica: caramelo, café torrado, chocolate, coco queimado, cravo, cedro, fumo…
Aromas complexos/evolução: terra molhada, cogumelo, alcaçuz, alcatrão, couro, suor de cavalo, mel…
Minerais: petróleo, carvão vegetal, querosene, pedra de isqueiro, giz.


Fonte: http://www.sommelierwine.com.br/

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