terça-feira, 4 de março de 2014

Qual vinho faz a sua cabeça?


BRANCOS

Leves
Os brancos leves primam pela acidez, aromas de frutas cítricas e baixo teor alcoólico. Refrescantes e ótimos para serem provados como aperitivo ou acompanhar pratos frios, saladas e frutos do mar, estes vinhos podem agradar mesmo àqueles não tão acostumados a beber.

Exemplos: Vinho Verde, de Portugal; Muscadet e Chenin Blanc, do Loire, França; Riesling seco, da Alemanha; Pinot Grigio, Soave e Verdicchio, da Itália; e Moscatel, do Brasil.

Corpo médio
Os brancos meio-encorpados podem passar por breve contato com o carvalho o que acaba contribuindo para a maior complexidade aromática e a estrutura de forma geral. Nesta categoria encontramos maior diversidade de vinhos.

Exemplos: Sauvignon Blanc (da França, Chile, Nova Zelândia e África do Sul); Chardonnays com pouca ou sem madeira (incluindo os Borgonhas simples); Riesling, da Austrália e da Alsácia (França), e Albariño e Verdejo, da Espanha.

Encorpados 
Os brancos encorpados costumam ser mais complexos,
com boa presença de carvalho e boa untuosidade (aspecto amanteigado). São vinhos que merecem ser degustados com maior atenção, ou então acompanhados de peixes e frutos do mar mais carnudos e preparações mais substanciosas. Também acompanham bem receitas com molhos brancos.

Exemplos: Hermitage branco; Borgonhas Cru Classés (dos melhores vinhedos); principais brancos de Bordeaux; Chardonnays (que passaram tempo em barrica de carvalho) dos Estados Unidos, Austrália, África do Sul e Espanha; Rioja branco, da Espanha.


ROSÉS

Leves
Os rosés leves devem ser tratados como vinho branco, sendo bem resfriados antes de servir. Possuem coloração bastante leve, que varia de cereja claro a salmão. São vinhos refrescantes e versáteis, que podem ser servidos sozinhos ou acompanhando uma grande variedade de pratos de verão.

Exemplos: os rosés da Provença e do Vale do Rhône, especialmente em Tavel e Lirac.

Encorpados
Rosés mais encorpados apresentam cores intensas, maior peso e teor alcoólico. Estes vinhos combinam com carnes brancas, vegetais grelhados ou cozidos e ervas aromáticas. 


TINTOS

Leves
Os tintos leves costumam possuir aromas frutados evidentes. O carvalho, se existir, estará num segundo plano. A acidez tende a ser mais pronunciada, enquanto os taninos são discretos. São versáteis à mesa, acompanhando bem frios, queijos não curados e carnes leves como a vitela.

Exemplos: Beaujolais; Borgonhas e outros vinhos mais simples feitos à base da uva Pinot Noir; tintos do Loire, como Chinon e Bourgueil; Côtes Du Rhône; e, de Portugal, alguns tintos produzidos com a casta Castelão.

Corpo médio
Assim como os brancos, os tintos de corpo médio apresentam muitas opções. Apesar da estrutura semelhante, cada vinho traz características aromáticas próprias. Muitos passam brevemente por carvalho, que, além dos aromas, também aporta taninos aos vinhos. Por não serem muito robustos, conseguem harmonizar com diversos pratos, principalmente carnes vermelhas, cogumelos e massas com molhos vermelhos.

Exemplos: Bordeaux simples; grande parte dos vinhos do Novo Mundo que utilizam corte bordalês (à base de Cabernet Sauvignon e Merlot), incluindo os brasileiros; Borgonhas com denominações comunais (os vinhos mais simples desta região); Crozes-Hermitage, e Rioja e Somontano da Espanha.

Encorpados
Nesta categoria encontramos vinhos com boa dose de madeira, grande potencial de envelhecimento e taninos mais presentes e aveludados. São vinhos que pedem pratos mais substanciosos, ricos em proteínas e gorduras, sob pena de o vinho encobrir os sabores dos ingredientes dos pratos. Nesta categoria temos muitos dos grandes vinhos do mundo.

Exemplos: Bordeaux Cru Classé, Châteauneuf-du-Pape, Hermitage, Cornas, Bandol, Cahors e Madiran, todos da França; os italianos Brunello di Montalcino, Barolo, Barbaresco, alguns Supertoscanos e Amarone della Valpolicella; Ribera del Duero, Toro e Priorato da Espanha; Cabernet Sauvignon, Zinfandel e Merlot norteamericanos; Shiraz da Austrália e Malbec argentino.


ESPUMANTE

Asti
A primeira forma é popularmente conhecida como Asti. O gás existente nestes vinhos é resultado direto da fermentação das uvas. São vinhos simples, frescos e aromáticos.

Exemplos: Muitos espumantes de Moscatel e, obviamente, os Asti italianos

Charmat
Neste processo, diferentemente do método anterior, o produto base é o vinho já fermentado. Coloca-se o vinho em tanques de fermentação (que suportam pressão), adicionase uma solução com leveduras e nutrientes (licor de tiragem) e processa-se uma nova fermentação. O resultado é um espumante mais complexo e com mais estrutura em relação à categoria Asti.

Exemplos: Proseccos italianos, Sekts alemães e muitos espumantes do Brasil.

Champenoise
É o método empregado para se produzir o champanhe. Aliás, só é champanhe o espumante produzido por este método dentro da região francesa demarcada de Champagne. Em seu início, o método tradicional (como também é conhecido) é idêntico ao Charmat, ou seja, a base é um vinho já fermentado. A principal diferença ocorre na segunda fermentação. Se no Charmat ela se dá em tanques de fermentação, no tradicional ela ocorre na própria garrafa. Adiciona-se licor de tiragem em cada garrafa para se promover a segunda fermentação, em que

o gás será retido. É um processo mais cuidadoso e demorado, que proporciona maior riqueza aromática e de estrutura, além de perlage (nome das borbulhas de gás carbônico que se formam) mais integrada e delicada.

Exemplos: Além dos champanhes, Cava (Espanha), Franciacorta (Itália), alguns bons espumantes do Douro (Portugal) e do Brasil também empregam este método.


SOBREMESA

Colheita tardia
Late harvest, ou colheita tardia, são vinhos produzidos a partir de uvas sobremaduras, muito ricas em açúcares. Eles são fermentados parcialmente, sem que todo o açúcar se transforme em álcool, de forma que a doçura ainda se mostre presente, sempre de maneira equilibrada com a acidez. Importante salientar que, caso a acidez não seja equilibrada, o vinho se mostrará enjoativo e pesado, semelhante a um licor. Rótulos desta categoria, especialmente do Novo Mundo, trazem escritos nos rótulos o termo "Colheita tardia" ("Late Harvest", no Novo Mundo, Spätlese e Auslese, nos vinhos da Alemanha, e Vendange Tardive, nos da Alsácia.)

Botrytizados
São produzidos a partir de uvas sobremaduras que, em virtude de condições climáticas especiais (como manhãs úmidas com tardes secas e quentes), desenvolvem um fungo nos cachos de uvas (que atualmente também pode ser inoculado nos vinhedos). O fungo Botrytis concentra os açúcares e glicerol nas uvas, mantendo a acidez e desenvolvendo aromas únicos. Rótulos do Novo Mundo normalmente identificam Botrytis ou Botrytized no rótulo.

Exemplos: Sauternes, Beerenauslese e Trockenbeerenauslese alemães e austríacos; Bonnezeaux e Quartz de Chaume do Loire e Sélection de Grain Nobles da Alsácia.

Fortificados
Vinhos fortificados são os exemplares cuja fermentação foi interrompida antes de seu término pela adição de aguardente vínica. Com a elevação do teor alcoólico, as leveduras param de agir, deixando doçura no vinho.

Exemplos: Vinho do Porto, Vinho Madeira e Jerez.

Passificados
São chamados vinhos passificados os produzidos a partir de uvas maduras que, após colhidas, foram colocadas para secar, como forma a concentrar seus açúcares. Este método é especialmente utilizado em vinhos italianos conhecidos como Passito.

Exemplos: Amarone de Valpolicella e vin de Paille, na França.


Fonte: http://revistaadega.uol.com.br/ (Marcel Miwa)

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