terça-feira, 25 de março de 2014

Jornalistas de oito países avaliam potencial dos vinhos brasileiros

Após degustarem diversos vinhos e visitarem vinícolas da região eles se mostraram impressionados com a qualidade da bebida


Uma agradável surpresa. Assim foram considerados os vinhos brasileiros na opinião de 12 jornalistas internacionais que estiveram em Bento Gonçalves na semana de 03 a 08 de março participando do Projeto Imagem, primeira ação de 2008 do Projeto Setorial Integrado Wines from Brazil (WFB). Além de degustarem os 10 vinhos representativos das empresas do projeto e de poder entrar em contato com as 28 vinícolas integrantes do WFB, os representantes da imprensa de oito países também tiveram a oportunidade de visitar diversas empresas e conhecer o potencial vitivinícola da Serra Gaúcha.

O encontro reuniu os jornalistas e críticos de vinho Nicole Barrete Ryan (Canadá), Libor Sevcík (República Tcheca), Jörg Winkler (Alemanha), Leena Ng (Singapura), Antony Rose (Inglaterra), Charmaine Grieger (Inglaterra), Felicio Rodriguez (França), Sheri De Borchgrave (EUA),  Manos Angelakis (EUA),  April Cullom (EUA),  Christian Segers (Alemanha) e Karl Heinz Nuber – Suíça. A impressão positiva foi manifestada pelos jornalistas que também destacaram a importância de divulgação do potencial enoturístico da região.

“Fiquei agradavelmente surpreso com os vinhos brasileiros”, salientou a jornalista inglesa Charmaine Grieger. Para ele, as vinícolas brasileiras precisam investir para promover os diferenciais de seus vinhos em relação a outros vinhos da América do Sul. A mesma opinião tem a americana April Cullom. Segundo ela, o Brasil precisa demonstrar sua habilidade de fazer excelentes vinhos, apostando na diversidade de solo, no clima e na temperatura como diferenciais que vem assegurando produtos de alta qualidade.

Os vinhos brasileiros elaborados a base de corte também chamaram a atenção dos jornalistas.  Segundo eles, o Brasil vem elaborando vinhos assemblage capazes de competir no mercado externo.  “Acho que neste momento, os vinhos assemblage fazem mais sucesso do que os monovarietais”, afirmou o americano Manos Angelakis. Na opinião dele, entre os monovarietais brasileiros, os melhores foram os vinhos merlot.

Os jornalistas estrangeiros avaliaram ainda o potencial vitivinícola brasileiro que, para eles, está em franco desenvolvimento. “Pelo que nós vimos na semana passada, eu creio que é incontestável o potencial do vinho brasileiro. Porém, ele deve ser desenvolvido da forma mais construtiva possível para que seus vinhos atinjam um público amplo tanto no mercado nacional como no internacional”, concluiu o jornalista inglês Antony Rose.


Estratégias do WFB

Com a meta de aumentar o volume médio de exportações do Wines from Brazil de US$ 2,3 milhões em 2007 para US$ 3 milhões em 2008 e US$ 5 milhões em 2009, o projeto também atua para ampliar o número de países de destino dos vinhos do Brasil passando de 20 para 30 nos próximos dois anos. Segundo a Gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan, a Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos estão entre os mercados alvo. “Hoje, 14 vinícolas do WFB exportam, sendo que o projeto busca atingir 20 até dezembro de 2009”, salientou.

O Wines from Brazil conta com o apoio da APEX-Brasil.


Vinícolas que integram o projeto

Boscato Indústria Vinícola, Casa Valduga, Cave Marson, Champagne Georges Aubert, Cooperativa Vinícola Aurora, Cooperativa Vinícola Aliança, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Fante Indústria de Bebidas, Irmãos Molon, Lovara Vinhos Finos, Miolo Wine Group, Panizzon, Pizzato Vinhas & Vinhos, Sociedade de Bebidas Mioranza, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos, União de Vinhos do Rio Grande, Velha Cantina, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Salton, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Vinícola Cordelier, Vitivinícola Cordilheira de Sant’ana, Vinícola Courmayer, Vinícola Dal Pizzol, Vinícola Panceri, Vinícola Perini, Vinhos Monte Reale e Vinícola Mena-Kaho.


Fonte: http://www.uvibra.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário