quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A casta Jaen


A origem desta casta ainda é um mistério. Existem registos do seu surgimento sob a  denominação de Mencía, em Bierzo (província espanhola de Léon) embora alguns historiadores apontem também a existência de várias Mencías, mas com diferenças claras relativamente aos cachos. Em 1911, o Ministério do Fomento Espanhol veio confirmar a sua introdução nas Astúrias após a filoxera, donde se viria a expandir para as regiões circundantes. Por outro lado, alguns historiadores defendem que esta videira chegou à comarca de Barco de Valdeorras, na província de Ourense, antes da invasão filoxérica.  

Em Portugal, a denominação Jaen só surge a partir de finais do século XIX, supondo-se que a casta terá sido trazida para o Dão por peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela. É no Dão, aliás, que esta casta tem maior expansão e onde em tempos foi conhecida por Gião. 

Esta é uma videira de maturação precoce e muito atreita ao míldio e à podridão cinzenta, para lá de ser sensível ao vento, que na fase inicial pode partir o rebento e, na fase final, fazer cair os bagos. No entanto, os viticultores apreciam a Jaen pela sua elevada resistência à seca, alta produtividade e qualidade aromática excepcional. Embora normalmente apresente uma acidez natural fraca, originando vinhos sem longevidade, o seu aroma é intenso e delicado, dando a conhecer notas de amoras e mirtilos. A vindima feita mais cedo dá origem a vinhos de tonalidade violácea, elegantes e macios de boca, que preferencialmente devem ser consumidos jovens. O seu cacho é geralmente médio e compacto, com formato cónico e bagos negro-azuis arredondados de polpa mole.


Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/

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