quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Castelão



A Castelão tem grande tradição histórica em Portugal. Esta é a casta tinta mais encepada no território português, com especial incidência em Setúbal e Palmela, onde se popularizou com o nome de Periquita devido aos bem sucedidos vinhos da Quinta da Cova da Periquita, de José Maria da Fonseca. Também se pode encontrar o seu cultivo no Ribatejo, Estremadura, Alentejo e Algarve, assumindo várias designações regionais. A título de exemplo, esta videira é conhecida por Castelão Francês no Ribatejo, João Santarém na Estremadura, Trincadeira na Bairrada e Mortágua de Vide Branca no Cartaxo.


É considerada uma casta bastante versátil pela sua fácil adaptação a diversos climas mostrando-se, contudo, bastante sensível ao desavinho e à bagoinha. O cacho apresenta-se geralmente mediano, com um formato cônico-alado e compacto, pedúnculo curto e o bago arredondado e de coloração negro-azul com polpa firme e suculenta.

Nas condições certas, e aproveitada a sua versatilidade, é considerada uma grande casta, capaz de produzir vinhos – quer tintos, quer rosados – de alta qualidade e muito distintos. Embora com alguma falta de cor, possuem geralmente tons granada e um perfil aromático intenso de groselha e ameixa, apresentando-se macios e persistentes na boca.

É nos solos arenosos da Península de Setúbal que esta videira consegue melhores resultados, dando origem a vinhos mais intensos e carnudos. Estes têm também uma boa resposta ao envelhecimento, principalmente em madeira de carvalho francês. A sua evolução aromática faz lembrar compota e, por vezes, um ligeiro carácter de caça.

Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com

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