quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Aragonês


É uma das poucas castas que Portugal e Espanha têm em comum e, de acordo com alguns autores, surgiu nas Astúrias. Outros estudiosos admitem ainda ter surgido em Valdepeñas ou na Rioja. Em Portugal, esta casta está espalhada por todo o território, com especial incidência no Douro, Dão e Alentejo. Nestas duas primeiras regiões é conhecida por Tinta Roriz. Será entre 1800 e 1850 que surgem as denominações de Aragonês, Aragonês da Terra e Aragonês de Elvas. Em Espanha, a casta tem o nome de Tempranillo. Fora da Península Ibérica, o seu cultivo expandiu-se para países como a França, Argentina, Estados Unidos e Austrália.

A uva Aragonês é conhecida pela sua elevada variabilidade, que tanto dá origem a excelentes vinhos como a outros mais fracos. Com controlo de rendimentos, permite a produção de um excelente produto, facto comprovado pela sua presença em vinho do Porto e tintos de grande qualidade. Os vinhos que resultam desta casta, embora com pouca acidez total, são geralmente generosos, encorpados, ricos em cor e de aroma intenso, a lembrar pimenta e flores silvestres. De sabor macio, tendem a tornar-se mais complexos com o tempo e a obter muito bons resultados com o estágio em madeira.

Esta é uma casta muito generosa na produção mas também muito sensível. As folhas são facilmente rasgadas pelo vento, o que causa posteriores infecções por fungos. É também muito atreita a doenças, com especial incidência do míldio, oídio e podridão cinzenta. Os cachos são, em geral, médios, de forma cilindro-cónica e medianamente compactos, com  pedúnculo curto.  O bago é pequeno e arredondado, de coloração negra-azul e uniforme, enquanto a polpa apresenta uma estrutura mole e suculenta, sem particularidades no sabor.


Fonte: http://www.mariajoaodealmeida.com/

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