terça-feira, 23 de julho de 2013

ANÁLISE SENSORIAL: A VISÃO


Cor
O vinho deve ser observado junto de uma boa fonte de luz, preferencialmente da luz do dia. Sob o ponto de vista do Marketing, alguns autores franceses defendem que os tintos devem ser avaliados sobre um pano de fundo rosa e os brancos num pano de fundo pérola, de forma a tornar a avaliação visual dos vinhos mais apelativa. No entanto, a regra que mais prevalece é a clássica. Sobre uma toalha branca, que não influencia a observação dos mesmos.

As nuances de um vinho revelam o grau de evolução em que se encontra:

Vinhos brancos jovens até maduros – das cores amarelo esverdeado até ao amarelo palha

Vinhos tintos jovens até maduros – das cores vermelho violácea a vermelho acastanhado.

No passado, prevalecia a ideia de quanto mais escuro, melhor era o vinho. No entanto, uma cor carregada também pode ser indício de ter estado em contacto durante mais tempo com as massas vínicas (mosto), ou pelo facto das castas serem tintureiras (de película e polpa escuras).

As regiões de climas mais quentes, assim como o rendimento por hectare, tendem a produzir vinhos de cor mais carregada. Já na Borgonha, por exemplo, onde os dias de sol são menos frequentes, os vinhos são geralmente mais claros.

Os vinhos que passam por barricas novas costumam igualmente apresentar uma maior coloração, porque a madeira nova ajuda a fixar a cor dos mesmos.

Limpidez
Partículas sólidas em suspensão, como pequenos pedaços de cortiça que possam ter caído acidentalmente para dentro do copo, devem ser retiradas de imediato, já que se tornam desagradáveis para a degustação do vinho.

Os vinhos tintos que não foram filtrados devem ser decantados previamente, de modo a que não se apresentem turvos. Nos brancos, esta característica é inadmissível e sinónimo de defeito.

Fluidez
A Fluidez verifica-se rodando o vinho dentro do copo. Quanto mais álcool tiver o vinho, mais «lágrima» terá a escorregar pelas paredes do copo.


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