quinta-feira, 6 de junho de 2013

Tinto Cão


A origem desta casta aponta para a região do vale do rio Douro, sendo que as primeiras referências na literatura vinícola portuguesa datam de meados do século XVII. 

Apesar da sua longa história nesta região, foi uma casta que em tempos quase desapareceu. No entanto, é hoje em dia acarinhada e considerada boa para a produção de Vinho do Porto. Facilmente reconhecível pela cor verde-pálida das folhas é, por ter um longo ciclo vegetativo, a casta do Douro com a maturação mais tardia, sendo que a sua qualidade pode variar muito. 

De fato, a vindima deve ser feita em plena maturação para que se retire um melhor partido das suas características. Nesse caso, produz-se um vinho de elevada qualidade. Esse vinho apresentará uma cor retinta e possuirá aromas verdadeiramente penetrantes que dão a conhecer com elegância notas de groselha e framboesa. 

Na boca é poderoso e redondo, devido ao perfeito equilíbrio entre taninos e ácidos, com um delicado sabor que se prolonga durante muito tempo. Nestas condições, apresenta ainda um bom potencial de envelhecimento graças ao seu elevado teor alcoólico e à sua acidez. 

No entanto, em idênticas condições às outras grandes castas do Douro, a Tinto Cão nem sempre alcança um nível qualitativo superior. Então, no caso de as uvas terem dificuldade em amadurecer, originam-se vinhos muito abertos de cor, pouco aromáticos, com notas herbáceas desagradáveis e delgados na boca. Os bagos - pequenos, uniformes, espessos e de cor negra-azul - têm resistência à podridão, aos raios solares e às chuvas de Setembro. 

O vinho deve ainda ser convenientemente protegido do arejamento, visto que possui uma forte tendência para oxidar.


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