quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Vinho e Música


O que combina mais com vinho: Jazz ou rock?

Muitos dirão Jazz. Mas recentemente, Clark Smith, um grande provocador da indústria do vinho mundial, criou uma teoria sobre isso. A partir de agora, você nunca vai beber um vinho e ouvir música do mesmo jeito.

Música influencia a forma como você sente o sabor do vinho. Isso parece óbvio, e é a razão pela qual degustações profissionais são feitas em silêncio. Se os alimentos, copos, temperatura, perfume, e as pessoas sentadas ao seu lado todos influenciar o gosto do vinho, por que não a música?

Sua premissa é que diferentes músicas fazem com que alguns vinhos tenham um melhor gosto e outros pior – levando em conta um ponto importantíssimo: o tipo do vinho.

Assim, não é possível gravar um cd genérico com título “música para beber vinho”  porque uma canção que pode dar um grande sabor a um Pinot Noir pode fazer Cabernet Sauvignon ter gosto horrível. Você tem que prestar atenção na combinação da música com o vinho.

Para comprovar sua teoria, Smith passou meses com vários painéis de degustação de amostragem de 150 vinhos diferentes com 250 músicas diferentes para encontrar harmonias e discordâncias. Ele trabalhou um conjunto de alguns dos exemplos mais convincentes de que ele está começando a apresentar a grupos industriais.

Por exemplo, Cabernet Sauvignon é uma uva tinta potente e seus vinhos tendem à evoluir, tanto com o tempo, até mesmo na boca. Normalmente tem notas características desta uva, como amora, ameixa, baunilha e cacau, por exemplo. Esta ideia de evolução e potência nos lembra um jazz mais pesados, que utiliza todos os metais (trompete, clarineta, sax tenor, por exemplo) e um bom piano. Há também uma bela combinação de rock com cabernet. Algumas bandas como Black Keys e Rage Against The Machine podem trazer um bom tom à ‘harmonização’ da uva.

Mas há um fator que também deve ser levado em conta sobre a música: da mesma forma em que ela pode transformar o gosto do vinho, a música também consegue mudar o estado de espírito o indivíduo. Então, isso não quer dizer que você tem que gostar de punk rock para gostar de cabernet. A harmonização vai de acordo com o sentimento, o momento e tudo o que está em volta no momento em que o vinho é bebido.


Fonte: http://casapisani.wordpress.com

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