quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Taninos


Nos vinhos (perceptivelmente nos tintos), temos basicamente dois tipos de taninos. Os taninos endógenos, provenientes da casca (pele da uva), das sementes da uva, e, em alguns casos, dos engaços (parte lenhosa que segura os grãos), e os taninos exógenos que são aportados ao vinho pela madeira das barricas de carvalho, provenientes das fibras vegetais. 

Algumas das principais funções dos taninos no vinho é de dar substância, conservar e aportar aromas. Baunilha, chocolate, alcaçuz, pimenta, especiarias e toda uma variedade de aromas diferentes dos frutados vem daí e quanto mais o vinho permanecer em contato com as peles e a madeira, tanto mais estes sabores e aromas serão evidentes, não podendo jamais inibir a fruta. 

Além disso, os taninos desenvolvem um papel importante na estabilização da cor e também atuam como anti-oxidantes naturais. Com o tempo eles decaem (como parte da sedimentação) e o vinho se torna menos tânico, mais macio e delicado, ou seja, mais fácil de beber. As uvas mais tânicas são justamente as de casca grossa, com destaque para as francesas: Tannat e Cabernet Sauvignon, e para a portuguesa Baga. Já as castas de casca fina, como Pinot Noir e Gamay, geram vinhos mais leves e delicados.


fonte: http://www.delospassos.com.br

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