sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Como identificar os aromas do vinho - Parte 1


Os aromas são substâncias químicas voláteis percebidas no exame olfativo. Para descrevê-los o degustador usa a comparação. Vai buscar no leque de referências olfativas uma ou algumas que o ajudam a expressar algo tão abstrato como um cheiro.

1. Três Grupos de Aromas: 
São três grupos de aromas. Os primários (provenientes das uvas); os secundários (resultado da fermentação e do amadurecimentos); e os terciários (que se formam no envelhecimento em garrafa). A maioria dos vinhos não têm capacidade de envelhecimento, sendo poucos os que desenvolvem aromas terciários.

2. Duas Centenas de Compostos
Há mais de 200 compostos aromáticos identificados nos vinhos, responsáveis por notas frutadas, florais, herbáceas, animais e minerais. Nas uvas, há muitos componentes encontrados nos óleos de origem vegetal como, por exemplo, o linalol, o nerol, o limoneno. Esses elementos responsáveis pelos aromas florais e frutados também estão presentes nas flores e nas frutas.


3. Variações do Frutado
Usar o termo frutado é uma forma abrangente (e correta) de identificar um vinho. Os de melhor olfato podem ser mais específicos e citar uma fruta em especial ou descrever como “fruta fresca”, “fruta madura” ou “frua de bosque”. Ainda assim, o aroma é frutado, mas a maneira como ele se apresenta no vinho pode ter formas variadas: pode ser mais ou menos maduro, ou mais ou menos intenso.


4. Cheiro de Cravo
Baunilha, caramelo, cravo são outros aromas encontrados no vinho, principalmente nos tintos e em alguns brancos. O aroma de baunilha é formado pela vanilina presente no carvalho. O eugenol, óleo essencial do cravo, é também encontrado na madeira. O amadurecimento em carvalho influencia o aroma, pois os óleos essenciais são transferidos para o vinho quando ele amadurece em barricas.



Fonte: http://www.sommelierwine.com.br

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