sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Guia sobre Queijos e Vinhos


O essencial é que você possa escolher o que mais agrada o seu paladar e se adapte ao seu bolso, sendo que os queijos e o vinhos serão, na verdade, o acompanhamento de boas conversas e histórias.

Algumas dicas que podem colaborar na hora da escolha de cada um, mas vale lembrar que há diversos queijos que vão bem com diversos vinhos:


1 – Idéia geral: Sabores complementares

A mesma idéia geral para se harmonizar vinhos e pratos também é válida aqui, ou seja, combinar sabor e intensidade do queijo e do vinho. Por exemplo:

Queijos frescos: Vinhos brancos leves, frutados e refrescantes, com acidez marcante. Vinhos: Sauvignon Blanc, Albariño, Muscadet ou espumantes.

Queijos brancos moles: Combinar com Espumantes (para combinar a acidez, equilibrar o sal e dar refrescância), além da possibilidade de vinhos como Riesling e Gewürztraminer

Queijos semimoles: Boas harmonizações com brancos aromáticos como Riesling, Gewürztraminer, Arneis e Torrontés, Além disso, há a possibilidade de combinar com tintos leves e frutados, como Pinot Noir, Beaujolais, Barbera e Dolcetto

Queijos duros: De sabor mais forte e complexo precisam de vinhos mais encorpados

Queijos azuis: O sal e potência destes queijos levam as combinações com vinhos desde tintos até os vinhos doces.


2 – Recorrendo ao recomendado: Vinho, queijo e origem

Apesar de não ser sempre verdade, optar pela mesma origem de queijo e vinho pode ser uma boa opção. A origem conta muito e pode resultar em combinações interessantes, e temáticas!


3 – Observar e balancear para harmonizar: Brilho e cremosidade

Se você recorreu a um vinho de bom brilho e acidez, como um espumante brasileiro, é uma boa idéia optar por um queijo de boa cremosidade para neutralizar sua acidez. Da mesma forma, um vinho branco redondo vai ser bem acompanhado por um queijo mais duro e menos cremoso. Esta combinação de acidez e cremosidade já resolve muito...


4 – Peculiar e interessante: Doce e salgado

Outro casamento interessante fica por conta do “contraste-positivo” entre o doce e o salgado. Não é a toa que conhecemos as famosas combinações entre um Porto e o Stilton, e um Sauternes com Roquefort. Este queijo é cremoso, salgado e combina muito bem com a doçura de um bom Porto na taça. Ou seja, há uma boa probabilidade da combinação entre vinhos de sobremesa e queijos mais salgados ser muito positiva...



Vinhos tintos:

Vinhos brancos e tintos sempre serão bons pares para os queijos. Dito isso, é importante apenas associarmos as características de ambos para que a combinação seja sempre melhor. De forma geral, o espectro de vinhos tintos pode chegar a um ponto mais encorpado que os brancos, tornando-se mais indicados no caso de queijos de sabor e aroma muito fortes. Mas não apenas para queijos fortes, pois se pensarmos em outros queijos, de intensidade baixa ou média de aromas, também podemos encontrar vinhos suaves, aromáticos, menos encorpados que poderão ser uma ótima pedida para a harmonização. Para exemplificar tudo isso dando foco nos vinhos, vamos pensar em algumas categorias de vinhos e quais queijos seriam bons acompanhantes.


1 - Leves e frutados

Queijos: Vai abrir um vinho leve e frutado? Quando pensamos em queijos para combinar com vinhos desta categoria, provavelmente a Mussarela vira uma opção básica. Além deste queijo, podemos considerar também o Suíço, Emmental, Gruyère e outros.

Vinhos: bons vinhos leves e frutados são feitos com a uva Gamay, como o famoso Beaujolais (França) e mesmo opções de ótimo custo-benefício feitas no Brasil. Vinhos feitos com Pinot Noir acabam sendo uma ótima opção, além de serem um pouco mais “flexíveis” e poderem acompanhar vinhos um pouco mais curados.

Você deve recorrer a vinhos com mais potencial aromático do que necessariamente corpo e potencial tânico. Um exemplo do que se evitar seria colocar um vinho leve e frutado com um queijo realmente “fedorento”, como o caso do Muenster (quem nunca provou, quanto tive a oportunidade vai se lembrar disso!).


2 - Corpo médio

Queijos: Quando o vinho tiver um corpo médio, você pode acompanhar um vinho mais forte que os anteriores. Neste caso, alguns exemplos são o Provolone, Morbier, o próprio Emmental (mais curtido), Gouda e Edam. Em geral, você pode recorrer a queijos da categoria de semi-duros.

Vinhos: para não ter muito erro, seria recomendado em um rótulo de Pinot Noir. Além disso, vinhos de Merlot e Zinfandel podem ser muito recomendados também.


3 – Encorpados

Para vinhos tintos encorpados: queijos fortes. E diversos exemplos de vinhos podem servir bem para o acompanhamento, como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e muitos outros. Quanto mais duro e curado o queijo, mais tânico pode ser o vinho.




Vinhos brancos:


Chardonnay: Pela grande variedade de vinhos com esta uva permite uma grande variação. Desde vinhos mais novos, com aromas e acidez marcante, para vinhos brancos moles, até a possibilidade de alguns vinhos duros, com vinhos mais encorpados.

Sauvignon Blanc: Uma uva interessante, pois mesmo que tenha um corpo leve pode ter um potencial aromático e de sabor muito intenso, que acompanha bem desde queijos leves até um pouco mais fortes. Vinhos da Nova Zelândia e Califórnia podem acompanhar desde queijos brancos moles (Brie e Camembert) até semi-moles (Edam, Gouda, etc).

Gewürztraminer: Se for abrir um vinho desta casta, poderá optar por um queijo de textura rica, como de cabra, suíços, Brie, Camembert e outros.

Riesling: Geralmente são vinhos encorpados para o padrão médio dos brancos, podendo se adaptar a queijos de sabor marcante, como Gouda, Emmental e outros. Em alguns casos específicos, podem ser um dos poucos brancos capazes de acompanhar alguns queijos azuis.

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