domingo, 13 de maio de 2012

Qual uva para qual Vinho – Pinot Noir



Apesar da linguagem do vinho ter ficado mais fácil ultimamente, ainda existem muitas dúvidas sobre tipos de vinhos e tipos de uvas.

A tendência moderna é especificar nos rótulos, além dos nomes dos vinhos, com quais uvas ele foi elaborado. Isso é de grande ajuda,  principalmente para quem já tem uma preferência e deseja escolher vinhos elaborados com suas uvas preferidas.

Existem também vinhos muito conhecidos, que convivem conosco há décadas e já foram, e ainda são, os protagonistas dos nossos almoços e jantares em família e que derivam de uvas das quais nunca ouvimos falar.

Vamos então fazer uma viagem no mundo dos vinhos e das respectivas uvas. Esse assunto é muito intrigante porque evidencia como muitas   vezes a mesma uva, somente por ser cultivada em regiões diferentes ou por produtores diferentes, vai se transformar em um vinho completamente diferente. Um dos exemplos mais extraordinários é a uva Pinot Noir com a qual posso fazer alguns exemplos inacreditáveis:

1) A Pinot Noir da Bourgogne, por exemplo, é transformada em raros e caríssimos vinhos de denominação “Bourgogne Grand Cru”. São extremamente elegantes, com perfumes atrativos e de grande longevidade quando produzidas em vinhedos mágicos como o Romanée Conti  ou o La tache. Há também a Pinot Noir produzida na mesma Bourgogne, mas em vinhedos menos privilegiados, dando origem a um vinho   fresco, fácil de beber e de vida relativamente curta.

2) A Pinot Noir produzida na Patagonia dá origem a um vinho tinto com bom corpo, apresentando taninos delicados, mas presentes e se transformando em um vinho encorpado, ótimo para se tomar jovem, mas com bom potencial de envelhecimento.

3) A Pinot Noir produzida na região de Champagne, que passando por um processo de vinificação em branco (sem o contato com a pele colorida) dá origem aos elegantes e charmosos Champagnes como o Taittinger Brut e Rosé ou o mais raro Champagne Blanc de Noir.

Esses foram somente alguns dos mais conhecidos vinhos produzidos com a mesma uva, mas com denominações diferentes. Vale lembrar que a Pinot Noir é uma das uvas mais versáteis, uma vez que ela é o espelho do terroir onde é cultivada, o que significa que absorve na totalidade os componentes do terreno em que está plantada, transformando-os em componentes gustativos e olfativo no vinho.

Ela é também a uva que todos os produtores gostariam de cultivar, mas, por requerer muitos cuidados e muita experiência, ainda é para poucos.


Fonte: http://www.expandblog.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário