domingo, 15 de abril de 2012

Sommelier de água mostra como ela influencia o sabor dos alimentos e do vinho



Gás e sais minerais influenciam o paladar e podem desviar o sabor da comida e do vinho que a acompanha.

Por isso, é preciso saber quando beber água natural com pouco sabor (leve, não amarga e menos salgada) e quando tomar uma água bem gaseificada e com mais sabor (pesada, com mais minerais e mais salgada).

“Se a água tiver sabor ou cheiro tem alguma coisa errada com ela”, diz Arno Steguweit, 33, sommelier em Berlim e autor do livro “Wasser” (água, em alemão).

A orientação dos sommeliers é que não existe uma água perfeita, cada um a sente de uma maneira diferente, de acordo com a preferência individual do paladar.

“Uma pessoa que bebe muito vinho branco não é tão sensível à acidez quanto uma pessoa que consome muito doce”, afirma Steguweit.


HARMONIZAÇÃO

Para acompanhar a alimentação é aconselhável uma água mais leve.

Um prato fino requer uma água com teor baixo de minerais, que seja leve e neutra, como uma água glacial ou água de chuva.

Já a carne vermelha pede uma água mais robusta que tenha uma concentração alta de minerais.

Massas e pizzas caem bem com uma água que tenha uma concentração média de sais minerais e baixa de gás.

Vinhos com uma concentração ácida elevada não combinam com águas extremamente gaseificas e altamente mineralizadas, as duas substâncias intensificam a acidez do vinho.

O mesmo é válido para os vinhos tintos, o melhor é uma água com pouco gás ou mesmo sem. Já as uvas chardonnay ou semelhantes harmonizam-se bem com águas pouco gaseificadas.

No Brasil, os sommeliers de água ainda não estão no mercado, mas marcas famosas no exterior têm chegado cada vez mais às importadoras, como a norueguesa Voss, pouco mineralizada e com baixo teor de sódio “.


Fonte: De Berlim, matéria de Wilgen Arone em  colaboração para a Folha de S. Paulo, 04.01.2012

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