domingo, 15 de abril de 2012

A rolha de cortiça



A cortiça é extraída da casca do sobreiro, árvore originária do Mediterrâneo ocidental e o uso dela pelos povos desta região é bem antigo. Os egípcios e os fenícios já a utilizavam como boias para redes de pesca. Durante séculos a cortiça teve inúmeras aplicações diferentes, mas seu uso vedante para o vinho é bem mais recente e surgiu com a produção em massa de garrafas.

Inicialmente a rolha tinha o formato de cone e era amarrada no gargalo da garrafa por um barbante. Essa ponta externa, embora facilitasse a extração, dificultava o transporte e se quebrava com facilidade. Com o passar do tempo a rolha passou a ser introduzida dentro do gargalo, sem aresta externa.

O que torna a cortiça um vedante perfeito é sua composição leve, flexível, elástica e impermeável, o que permite que seja facilmente comprimida ao gargalo da garrafa, garantindo perfeita vedação.

As rolhas de cortiça possuem vários níveis de qualidade e as mais comuns usadas na indústria do vinho são:

Rolha maciça: formada por uma única peça, também chamada de rolha de cortiça natural.

Rolha de cortiça colmatada: feita de uma única peça, entretanto possui imperfeições (perfurações, estrias ou poros) que são preenchidas com pó misturado com cola a base de água.

Rolha de cortiça multipeça: feita de dois ou mais pedaços de rolhas que são colados. Não são recomendáveis para vinhos de guarda.

Rolha de cortiça aglomerada: elaborada com granulados de cortiça misturados com cola e moldados.

Rolha técnica 1+1: feita de aglomerado e possui um disco fino de rolha maciça em cada extremidade.

Rolha de espumante: este tipo de rolha é próprio para suportar a pressão que há no interior da garrafa. Pertence à família das rolhas técnicas, pois seu corpo é formado de aglomerado revestido em uma das extremidades por dois discos de rolha maciça. Seu diâmetro é maior que das demais rolhas.

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