Berço do
movimento renascentista italiano, a Toscana, região central da Itália, vem
desde antes da grande força do Império Romano, com os Etruscos, mostrando que
sua história com as técnicas de viticultura estavam enraizadas em sua cultura.
Por causa deste período importante na história, é muito vasta e rica a
quantidade de registros encontrados que ratificam esta posição.
A Toscana é região da
Itália central, com quase 23 mil km2, cuja capital está situada na
cidade de Florença. Tem 3,7 milhões de habitantes, e faz limites com outras
importantes regiões do país, inclusive para a viticultura; Úmbria a leste, a
Ligúria a noroeste, ao norte com a Emilia-Romagna, e ao sul com Lazio na região
romana. À oeste tem uma faixa litorânea extensa, cerca de 400 km, banhado pelo
Mar Tirreno. A paisagem é dominada por elevações e terrenos acidentados, com
poucas áreas planas. De sua extensão territorial, tem mais de 64 mil hectares
de plantações com produção anual de 3 milhões de hectolitros por ano. São
muitos os tipos de solo encontrados nesta zona produtora, desde solos de origem
calcária na parte nordeste, até áreas argilosas e vulcânicas, e perto dos
principais rios, o Arno e o Tevere, solos mais arenosos, com rochas
sedimentares e cascalho. O clima é bem destacado, sendo mais seco e frio no
interior, e ficando mais parecido com o mediterrâneo com a aproximação da
costa. As chuvas podem chegar a 600mm anuais.
A Itália vem de um período
recente de transformação e afirmação da sua imagem como produtora de vinhos,
muito disso devido a criação das D.O.C’s, que organizaram a produção,
estabelecendo regras para que o mínimo de qualidade fosse exigido para seus
vinhos. E por causas destas regras rígidas, que vem à tona a vontade de alguns
produtores visionários, de se libertar das imposições mais severas para criar
vinhos de alta qualidade, mas que entrariam na classificação mais baixa, os
“Vini da Tavola”, até que tivessem sua superioridade reconhecida com a criação
da IGT, uma categoria a parte para eles: os “Supertoscanos”.
Dentre estes produtores, um que merece
grande destaque é o Antinori. A família Antinori vem produzindo vinhos a mais
de 600 anos, desde que Giovanni di Piero Antinori se tornou parte da Arte
Fiorentina dei Vinattieri em 1385. Ao longo de sua longa história, que abrange
26 gerações, a família foi sempre gerindo pessoalmente o negócio. As qualidades
de seus vinhos, principalmente o Tignanello e o Solaia que são dois
Supertoscanos, fizeram Antinori um dos principais produtores italianos. Bem
como a herança tradicional da família das propriedades na Toscana e Úmbria,
investimentos têm sido feitos ao longo do tempo em outras áreas altamente
rentáveis para a produção de vinho de qualidade, tanto na Itália como no
exterior, em uma missão para promover novos terroirs. A Antinori está sempre na
vanguarda por realizar experimentos continuamente com as suas vinhas e adegas,
com seleções de clones locais e internacionais, métodos de cultivo, altitudes
das vinhas, métodos de fermentação e técnicas de vinificação, tipos de barricas
e torrefação, e diferentes tipos de garrafas para o envelhecimento. Hoje,
Marchese Piero Antinori é diretor da empresa, assistidos por suas três filhas,
Albiera, Allegra e Alessia, que estão pessoalmente envolvidas no negócio.



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