domingo, 18 de dezembro de 2011

Por que existem diferentes garrafas de vinho?


Durante séculos o tempo para comercialização dos vinhos era uma das maiores preocupações dos produtores. Os grandes tonéis de madeira onde eram armazenados e transportados, o baixo teor alcoólico e as temperaturas elevadas da primavera e do verão, tornavam a bebida extremamente perecível.

A grande contribuição para a preservação do vinho viria com a garrafa e a rolha de cortiça. Na época existiam muitos modelos de garrafa, como as de couro, de porcelana e também de vidro, que ainda eram muito frágeis. Em meados dos anos 1600, na Inglaterra, um cortesão chamado Sir Kelem Digby, construiu um forno com técnicas para um superaquecimento interno e, com ele, criou um vidro resistente, sem bolhas de oxigênio. Nascia a garrafa moderna.

A Holanda foi a primeira a utilizar a nova garrafa para destilados, mas foi a França que começou a usá-la para melhorar a qualidade de seus vinhos. Segundo registros, a primeira denominação a utilizar as novas garrafas foi Champagne, para armazenar o espumante recém-criado por Dom Perignon. Para tanto, o modelo tinha que ser comprido, resistente, de fundo côncavo profundo (para resistir à pressão da rolha). Além disso, deveria ter o gargalo comprido e sem ondulações, para a passagem das leveduras durante o dégorgement, o processo de congelamento do gargalo, a fim de remover os sedimentos que são expulsos pela pressão do gás.

Este modelo influenciaria os tipos da Bourgogne e do Rhône até hoje. Já os potentes vinhos de Bordeaux, acumulavam muita borra, e era necessária uma garrafa que tivesse um “ombro”, onde as impurezas ficassem presas. Nascia a garrafa bordalesa, modelo rapidamente adotado pelos produtores de vinho do Porto.

Os três modelos mais básicos utilizados nas indústria vinícola: Bordeaux (com ombro), a garrafa de espumante e o Borgonha (lisa).


Importante:

Na prática o modelo de garrafa não influencia em nada o vinho, exceto no modelo champagne. Não há melhor ou pior, mas devemos prestar atenção na qualidade do material utilizado. O vidro escuro é melhor que o transparente, e o fundo, se for côncavo ou liso, em nada interfere na qualidade do líquido, pois a base da garrafa serve apenas como encaixe quando estocados na vinícola e para resistir à pressão da entrada da rolha.


Fonte: Sommelier Wine

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