sábado, 13 de agosto de 2011

O prazer de beber Champagne

Para escolher, abrir e beber Champagne, é necessário seguir algumas regras, pois a bebida, além de muito elegante, é extremamente delicada. O pecado mais comum cometido está na maneira – diga-se de passagem, errada – de segurar a “flûte” (copo alto e estreito adequado para beber champanhe). O correto é segurá-la pela haste ou pela base, jamais pelo bojo, porque, além de deselegante, tira a visão do perlage e acelera o seu aquecimento – e o champanhe tem de ser saboreado gelado. Para aumentar o seu prazer em beber Champagne, alguns cuidados são indispensáveis, como:

1 Escolher
O tipo brut é o mais encontrado, o demi-sec é mais suave (doce). O serviço deve ser feito com um balde de gelo, uma “flûte” ou uma taça de cristal transparente e um guardanapo de pano.

2 Resfriar
Resfrie a garrafa dentro de um balde com pedras de gelo e água gelada. Em aproximadamente 30 minutos, a bebida atingirá a temperatura ideal de 4ºC a 6ºC se for demi-sec, ou de 6ºC a 8ºC caso seja o brut. Em nenhuma hipótese, coloque a garrafa no congelador – o resfriamento brusco afeta o seu aroma e sabor – e nem pedras de gelo dentro da “flûte”.

3 Abrir
Retire a cápsula sobre a rolha e desenrole o filamento de metal que a prende. Com a outra mão, aperte-a contra o gargalo como medida de segurança, porque às vezes a pressão interna da garrafa poderá expelir a rolha violentamente. Jamais sacudir a garrafa antes de abri-la – deixe essa prática apenas para os campeões de Fórmula 1. Segure-a firmemente logo abaixo do gargalo e incline-a 45º, isto facilitará a abertura da garrafa.. Com a outra mão, segurando firmemente a rolha, gire-a no sentido horário (a rolha subirá lentamente). Retire a rolha silenciosamente.

4 Servir
Segure a garrafa pela base e sirva o Champagne lentamente. Deixe que a espuma alcance a borda da flûte e pare de servir. Assim a dose será pequena para que o vinho se mantenha na temperatura ideal.

5 Analisar
Segure a flûte pela haste, jamais pelo bojo. Será mais cômodo para analisar o visual da bebida, além de mais confortável para tomá-la. Antes de saboreá-la, incline a flûte contra um fundo branco (a toalha da mesa, por exemplo) para apreciar a bela cor amarela-palha.Os Champagnes apresentam diversas tonalidades de cor, que vão do amarelo-claro ao amarelo-ouro. Os melhores exibem na “flûte” uma quantidade maior de pequenas bolhinhas (perlage) de gás intensas e persistentes.

6 Saborear
Sem movimentar a “flûte”, aspire o perfume. Os aromas mais leves aparecem imediatamente. Em seguida, agite levemente a bebida submetendo-a a uma suave rotação, em intervalos regulares. A cada interrupção, aspire o Champagne. Os aromas mais complexos irão surgindo.

7 Degustar
Dê o primeiro gole. Deixe a bebida em contato com a boca antes de engolir. No demi-sec, inicialmente, sente-se um gosto açucarado na ponta da língua, já no brut, a acidez é mais acentuada nas bordas da língua. O Champagne é um vinho de dupla fermentação e acidez pronunciada (típica do Champagne), por isso torna-se refrescante. A primeira delas vem do vinho-base e a segunda, do gás carbônico. Os outros dois sabores básicos, como o salgado e o amargo, raramente são encontrados.

8 Beber
Mantenha um gole na boca e aspire um pouco de ar através dos lábios semi-abertos. O calor da boca volatiliza o vinho, faz seus aromas subirem diretamente para a cavidade nasal. Engula. A sensação que perdura é chamada de retrogosto. Uma longa persistência anuncia um Champagne de qualidade. Ao ficar vazia a “flûte”, aspire novamente. Quanto melhor o Champagne, mais longo será a persistência do seu aroma final.

Combinações
Podemos considerar o Champagne Brut como o “rei” dos aperitivos, enquanto seu perlage de gás carbônico, seu baixo grau alcoólico, o delicado frescor e os aromas elegantes abrem o apetite preparando olfato e gosto aos prazeres da mesa.

O Champagne, nas diferentes tipologias, pode acompanhar uma refeição inteira de alta classe. Entradas de frutos do mar, carpaccio de peixe, mousses, patés e as delicadas receitas da cozinha oriental, são exaltadas por um Champagne Brut, mesmo que não Millesimé (sem safra). Iguarias de caviar e ostras necessitam de Champagne Brut mais complexos e ricos como as Cuvées especiais produzidas pelas principais casas, por exemplo, Comte de Champagne (Taittinger), Grand Millésime Celebris (Gosset), Dom Pérignon (Moet & Chandon), La Grande Dame (Veuve Clicquot Ponsardin), entre outros.

Os Champagnes Rosés, mais encorpados e estruturados, casam-se muito bem com carnes, aves, caça de pluma e queijos pouco curados e delicados.
Sobremesas e frutas precisam de Champagnes “demi-sec” ou “doux” (doces) aromáticos e elegantemente suaves.

Fonte: ExpandBlog

Nenhum comentário:

Postar um comentário