sábado, 23 de julho de 2011

A degustação

A aparência e os aromas do vinho oferecem dados fundamentais quanto a suas qualidades, defeitos e potencial. O exame da cor e a inalação dos aromas, primeiras etapas da degustação, podem ser suficientes para recusar um mau vinho, bem como para saber que ele é bom ou extraordinário.

      A prática da degustação é fácil. Trata-se simplesmente de memorizar os aromas e os sabores de um grande número de vinhos diferentes. Aprende-se facilmente a reconhecer os aromas particulares de uma cepa, a distinguir o gosto dos vinhos de países quentes em relação ao dos de climas temperados, um vinho jovem de um vinho velho, um vinho mau de um bom.

      O aspecto do vinho revela muito sobre ele. Primeiro, segure o copo diante de um guardanapo branco, uma parede branca ou uma folha de papel branco colocada sobre a mesa. A claridade do vinho, seu brilho, a profundidade de sua cor e suas eventuais bolhas de gás carbônico são observados melhor olhando de cima, com o copo colocado sobre a mesa.
  1. Incline o copo afastando-o, até que ele fique quase na horizontal. Isso lhe permitirá examinar a cor, assim como a largura e o tom da “borda”.
  2. Segure seu copo pela haste ou pelo pé, entre o polegar e o indicador, afim de ver claramente o vinho. Faça uma primeira tentativa aspirando pelo nariz antes de o vinho girar no copo.
  3. Faça o vinho girar no copo. Para imprimir um movimento de rotação, a maioria dos destros lança suavemente o copo no sentido anti-horário. Com isso, os cheiros se desprendem mais amplamente e o vinho evolui rapidamente com o arejamento forçado.
  4. Examine as “pernas” ou “lágrimas”: elas são espessas ou finas: descem lenta ou rapidamente pelas paredes internas? Inale o vinho alternando inalações curtas e profundas, suaves e insistentes. Concentre a atenção nos odores e no que eles evocam para você.
  5. Examine o vinho levando à boca um gole razoável; “mastigue-o” na boca durante alguns segundos, depois aperte os lábios e aspire o ar para “arejar” o vinho.


Cuspir Os degustadores cospem simplesmente para evitar qualquer risco de embriaguez e para manter o espírito desanuviado quando têm de analisar vários vinhos durante uma mesma sessão. É aconselhável que todos façam o mesmo.

O que é preciso anotar
Além da descrição da cor e do buquê, a boa anotação de degustação deve incluir uma descrição relativamente abjetiva do estilo geral do vinho (encorpado ou leve, de acidez fraca ou viva, com aromas simples ou complexos, equilibrados ou desbalanceado, longo ou curto, etc.), de seus gostos e sua qualidade, independentemente dos elementos em separados. Como avaliar a qualidade Aprendemos como descobrir e de pois descrever o vinho em suas características básicas – cor, nariz corpo, tanino, acidez, gostos etc. -, mas ainda não como julgar sua qualidade.
A persistência no final de um vinho dá uma indicação confiável de sua qualidade: os aromas e os sabores se exprimem agradavelmente no fundo da boca e duram por vários segundos de pois de o vinho ter sido engolido. Os vinhos de menor qualidade possuem sempre pouca persistência no final.

Fonte: Larousse do Vinho

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