quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Sabragem


Primeiro, é preciso ter muito cuidado para abrir garrafa assim. Para fazer as borbulhas (perlage) no líquido, a garrafa tem quer pressão. Por isso, ela tem que estar muito gelada.

Depois que se certificar que ela está super gelada, você tem que ir para um lugar vazio e aberto. Certifique-se que não ninguém ou nada que ofereça risco para acidentes. Depois, tire a cápsula do gargalo da garrafa e por fim a gaiola da rolha.

Você vai perceber que a garrafa terá duas linhas no vidro, uma em cada ponta. Isto é o fio, a linha de solda do vidro. Quando você achar o fio, deslize o dedo para senti-lo. Após isso, você vai pegar o sabre (ou espada ou faca com lado sem fio, que não corta) e fazer o mesmo movimento com o sabre, sem tocar o gargalo. Isto será a preparação.

Agora começará o ritual para sabrar. Segure a base da garrafa com firmeza. Deslize levemente duas vezes o sabre da base da garrafa até o gargalo. Na terceira vez, bata na boca da garrafa com firmeza e velocidade. Pronto! Verá a rolha saltar longe junto com a boca do gargalo. O espumante está pronto para ser servido! 

Tome muito cuidado para não encostar os dedos  na área onde a rolha saiu. É vidro, logo ele corta e pode trazer problemas. Se você não se sente seguro, não faça, ou faça com alguém que já fez a sabragem.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Tastevin


A tastevin é uma pequena taça de prata muito rasa ou pires tradicionalmente utilizado pelos produtores e sommeliers para julgamento ou degustação de vinhos. As pequenas xícaras rasas foram originalmente criadas por enólogos da Borgonha há muitas luas para ajudá-los no julgamento clareza e cor dos vinhos que foram originalmente armazenados em adegas que eram dependentes da luz da chama de uma vela (sim, antes da eletricidade).

Na França, o costume espalhou e, geralmente era usado pelos ricos. Feita por ourives, os tastevins foram muitas vezes decoradas e até mesmo gravada com o nome do proprietário. Devido ao tamanho e formato pequeno, os homens muitas vezes carregavam seus tastevins pessoais em seus bolsos em todos os momentos e os viam como possessões como relógios e anéis.

Hoje, o tastevin tem muito pouco uso prático, mas ainda pessoas na indústria do vinho, muitas vezes o usam com uma fita ou uma corrente ao redor de seu pescoço como um simples aceno para as tradições do Velho Mundo.


Fonte: http://wildwallawallawinewoman.blogspot.com.br


domingo, 19 de maio de 2013

Portas da Herdade - 2011


Safra: 2011

Elaboração
Uva: Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet
Teor Alcoólico: 14,5%
Amadurecimento: Em tanques de aço inox

Terroir
País: Portugal
Região: Alentejo
Vinícola: Herdade da Farizoa


NOTAS DE DEGUSTAÇÃO

EXAME VISUAL: vermelho-rubi com reflexos violáceos

EXAME OLFATIVO: Aromas de frutas maduras (ameixa e cereja) e notas herbais. Bastante fino, intenso e persistente.

EXAME GUSTATIVO: Equilibrado, redondo, bom corpo e equilibrado nos taninos. Bastante equilibrado, nos aromas de boca é bastante fino, intenso e persistente.

PONTUAÇÃO: 84 pts

HARMONIZAÇÕES: Costela na brasa com alecrim e sal grosso, bife à rolê, picadinho de contra filé, lasanha à bolonhesa.

PREÇO: entre R$ 25,00 e R$ 35,00


sábado, 18 de maio de 2013

A elegância do Dão


Os vinhos do Alentejo podem ser os preferidos dos portugueses, os do Douro, os mais conhecidos além fronteiras, mas quem realmente aprecia vinhos não pode deixar de provar os de outras paragens, nomeadamente do Dão, região produtora de alguns dos melhores vinhos portugueses.  Após décadas de esquecimento e abandono, o Dão ressurgiu nos últimos anos durante a revolução vitivinícola portuguesa, destacando-se através da produção de vinhos de grande qualidade e elegância. Dão é terra de vinhos, de história e de contrastes. De vinhos oriundos de vinhas implantadas em terrenos graníticos e acidentados, circundados por um conjunto de grandes serras que o protegem das influências exteriores e que constituem uma importante barreira às massas úmidas do litoral e aos agrestes ventos continentais.


Será neste contexto, neste terroir único que nascem tintos encorpados, de aroma e sabor delicados, com grande capacidade de envelhecimento. E se os tintos mostram todo este potencial e elegância, os brancos não ficam atrás. São cativantes, frescos, de aromas suaves e sabor frutado. Nos brancos, a casta Encruzado é rainha na região e a que mais se destaca. Aliás, é mesmo uma das grandes castas nacionais, capaz de produzir dos melhores vinhos de Portugal, sendo detentora de excelente capacidade de envelhecimento, que pode atingir várias décadas (coisa rara de acontecer em brancos portugueses). Sabe-se que a Encruzado surgiu no Dão, região por onde mais se expandiu, sendo no final do século XX e início do século XXI que ganhou maior fulgor. No seu potencial máximo, os vinhos apresentam um aroma elegante e complexo, de onde sobressaem notas minerais e citrinas. Com o envelhecimento o aroma desenvolve-se sugerindo frutos secos e resina de pinheiro.

Já nos tintos, destaca-se um maior número de castas: a Jaen, Touriga Nacional e o Alfrocheiro. No caso da primeira, supõe-se que terá sido trazida para o Dão por peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela.  No Dão teve a sua maior expansão, sendo uma casta de grande produtividade, resistência e excepcional qualidade aromática.  Já a Touriga Nacional é a mais reconhecida em Portugal e também a mais admirada além fronteiras, começando a ocupar cada vez mais espaço nas produções do Velho e do Novo Mundo. Embora esteja encepada nos vinhedos portugueses, que se estendem desde o Minho até ao Algarve, é nos vales do Douro e no Dão que atinge o seu máximo potencial.

Desta casta obtém-se um vinho de grande qualidade, de cor retinta, com teor alcoólico e acidez elevados. Os seus aromas lembram flores e frutos silvestres. Na boca, resulta encorpado, quente, persistente, taninoso e - especialmente quando jovem - muito frutado. O estágio em barricas de madeira nova de carvalho é especialmente indicado, tornando os vinhos mais macios e equilibrados. O seu potencial de envelhecimento confere, com o passar do tempo, uma inconfundível elegância, presente nos seus aromas e sabores aveludados. Por último, a Alfrocheiro, casta que resulta em vinhos aromáticos, elegantes e com boa graduação alcoólica. Em conjunto com as restantes, contribui para a produção de alguns dos mais elegantes vinhos de Portugal.